Tribuna das Ilhas

A Direção Regional da Cultura, através da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, promove sexta-feira, 7 de abril, pelas 21H00, o lançamento do livro "…e da lava brotou o pão", de João Madruga Ávila,  apresentado por Fernando Menezes.

A obra, composta por 18 capítulos, aborda vários temas, desde o Espírito Santo, o Entrudo e o Natal, mas também a festa da matança, as vindimas, o cultivo e a apanha do milho.

O livro referencia as vivências de uma família dos finais dos anos 40 e seguintes, cujos nomes fictícios transportam às memórias do imaginário local do Monte, na freguesia da Candelária, concelho da Madalena, no Pico.

João Madruga Ávila, natural das Lajes do Pico, foi um dos fundadores e diretor do jornal O Estímulo, do Externato Particular das Lajes do Pico, tendo sido também correspondente, em S. Jorge e no Faial, do jornal O Dever, colaborando ainda em jornais do continente e dos EUA.

As melhores carnes, os mais genuínos sabores do Atlântico, harmonizadas com os melhores vinhos de Portugal, dão mote a um jantar vínico de excelência, promovido pelo Município da Madalena, Cidade do Vinho, e preparado pelo conceituado chef Rodrigo Castelo.

O Restaurante Ancoradouro acolhe, esta quarta-feira, o jantar comemorativo do décimo aniversário da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV).

Das lapas frescas à suculenta carne de cabrito, as sugestões propostas pelo chef Rodrigo Castelo prometem seduzir os amantes da gastronomia, num jantar em que os vinhos do Tejo e de Carcavelos serão os verdadeiros anfitriões, e cujas características, que fazem destes os mais deliciosos néctares do país, serão comentadas pelos reputados enólogos Tiago Correia e Maria Vicente.

O Comando Territorial dos Açores, através do Núcleo de Proteção Ambiental da Horta recuperou, no dia 1 de abril, uma tartaruga em perigo de extinção, na Praia de Porto Pim.

A tartaruga, com o nome comum tartaruga Boba, classificada “em perigo de extinção” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, foi arrastada até à costa devido às más condições climatéricas e estado do mar, não conseguindo retomar a sua rota sozinha, correndo assim perigo de vida.

Os militares entregaram de imediato o animal à Secretaria Regional do Ambiente, tendo ficado a recuperar no Aquário de Porto Pim, sob observação, com vista à sua posterior libertação.

Como decidiu enveredar pela vida política?
Acho que não é algo que se decida ou que se escolha, é muito mais complexo e intricado do que isso. Sempre fui muito ativa e muito dinâmica desde que me lembro de ser “gente”, fosse por ter uma espécie de “bichinho carpinteiro” ou fosse por, simplesmente, querer participar nas coisas, coisas essas que variaram desde o atletismo, ao Clube Anti-sida, ao Clube Europeu, à Filarmónica (que rapidamente descobri que não era a minha “praia”), entre outras.
Essa vontade de participar, de ter voz audível, de ter uma opinião, mesmo sem associação ideológica a um movimento partidário, são manifestamente uma forma de atuação política, embora a um nível completamente diferente do que agora tenho. Por outras palavras, já estava na política mesmo sem ser política, portanto julgo que é a partir daí que as coisas se desencadeiam e desenvolvem naturalmente, sem grandes planos ou projetos prévios.

Quais são os objetivos que traçou para esta legislatura?
Acima de tudo pretendo estar ao nível das expetativas que o povo açoriano, com o seu voto, depositou na minha pessoa. Trabalhar, trabalhar, trabalhar e dar o máximo de mim mesmo na mais pequena coisa que faça, porque tudo conta e tudo importa.
Fazer oposição não é fácil, requer de-dicação, perseverança, consistência e muito empenho e é tudo isso que tenho em mente para esta legislatura. Estamos aqui para fiscalizar a ação governativa, denunciado quaisquer irregularidades e apresentando alternativas viáveis, úteis e desejáveis e não me demito de qualquer uma dessas responsabilidades.

Que análise faz aos Açores?
Considero-me uma felizarda por ter nascido e por viver nesta linda Terra e não me imagino em qualquer outro lugar. Aliás, foi esse sentimento de pertença que me impediu de procurar melhores condições fora da Região e do País nos últimos quatro anos.
Temos um potencial enorme, pessoas afáveis e trabalhadoras, paisagens apaixonantes, consideráveis recursos naturais e condições para alcançar um mais elevado patamar de desenvolvimento que teima e se manter inalcançável. Isso é, a meu ver, deveras preocupante.
Continuamos com maus resultados na educação, aquele que é o pilar de desenvolvimento de uma qualquer sociedade, os indicadores da Saúde também deixam a desejar e a agricultura e as pescas atravessam momentos muito difíceis.
Esta realidade impõe uma nova visão e um modelo de atuação governativa diferente do que temos atualmente. Acima de tudo, é preciso fomentar o desenvolvimento económico e social de cada uma das nove parcelas de território que compõem a Região, para que finalmente consigamos atingir o desejável e almejado patamar de desenvolvimento que está uns bons degraus acima daquele em que nos encontramos.

As sessões plenárias são o auge de todo um trabalho diário desenvolvido ao longo do mês. Como as encara?
Encaro-as como sendo parte integrante do trabalho e desempenho-o com a mesma responsabilidade e dedicação que desempenho todo o trabalho restante.
As sessões plenárias podem eventualmente constituir a parte mais visível do trabalho dos deputados, mas não são, de todo, o auge, nem o culminar desse trabalho.
Trabalhamos diariamente e muito do trabalho que fazemos fora do plenário, para não dizer todo, acaba por não ser visível. Esta realidade faz com que grande parte da população tenha uma desconsideração pelos deputados, achando que não trabalham e que não “merecem o que ganham”. É por esta razão que julgo que a par de uma revisão do Regimento, por forma a tornar mais proveitoso e ajustado à realidade atual o trabalho nas sessões plenárias, seria importante revelar ou desmistificar o trabalho de um deputado fora dessas sessões.

O que gostava de ver acontecer nestes quatro anos?
Gostava de ver uma verdadeira aposta na economia dos Açores para que ela se fortaleça, para que tenhamos empresas sólidas, para que tenhamos mais e melhor emprego e para que as famílias açorianas possam ter me-lhores condições de vida.
Gostava, ainda, que se desse um salto quântico na educação e que os resultados nos seus diversos indicadores passassem a ser consideravelmente melhores do que são atualmente, criando condições para uma sociedade desenvolvida, forte, “saudável” e livre de dependências.
Gostaria certamente de muitas outras coisas, mas seriam estes dois os principais desejos para esta Terra nos próximos quatro anos, desejos esses que acredito piamente serem passíveis de concretização e alcance.
MJS

Rui Baptista nasceu no Faial em 1962 e emigrou para os Estados Unidos em 1989.
Enquanto no Faial residiu na Matriz e nas Angústias e foi casar a Castelo Branco.
Desde 2007 que leva a sua voz e as notícias dos Açores aos emigrantes radicados nos Estados Unidos através da WJFD Radio. Começou por gravar anúncios publicitários e hoje é um dos maiores divulgadores do que se passa no Faial por terras do Tio Sam.
“Quando vim para a América fui trabalhar para fábricas, como muito boa gente e só mais tarde, em 2007 é que vim trabalhar para a rádio, uma rádio que nasceu há 41 anos pelas mãos de Edmundo Dinis falecido recentemente, e atualmente propriedade do emigrante mariense, Henrique Arruda”, conta-nos Rui Baptista que continua dizendo “em 2007 vim trabalhar para a rádio fazer um programa ao domingo. Com o passar do tempo comecei também a fazer outro programa ao sábado e de há quatro anos a estar parte tenho um programa diário intitulado “Café da Manhã” e que tem uma audiência muito grande.”
O “Café da manhã” vai para o ar das 6h às 10h da manhã, hora em que as pessoas vão para o trabalho.
Sobre a rádio, que tem 50 mil watts de potência, Rui Baptista diz que “é uma rádio muito ouvida e com uma grande expansão, sendo inclusivamente ouvida em Massachussets, Connecticun, Rodhe Island, New Hamphsire, Nova Iorque, entre outros.
Cerca de meio milhão de pessoas ouvem a WJFD nos EUA. “Transmitimos noticiários de Portugal, relatos de futebol e ainda notícias dos Açores através de uma colaboração estabelecida com a Antena 1 Açores e com a Rádio Horizonte. As pessoas gostam muito de ouvir a nossa estação porque estão a acompanhar Portugal de perto e sentem-se coladas a nós.”
“A nossa audiência é composta pelos emigrantes de mais idade que vêem em nós uma forma de saber dos seus, mas nos últimos tempos temos também tido uma grande receptividade da parte dos jovens porque passamos música (90%) portuguesa e isso é algo que os atrai bastante”, esclarece adiantando ainda que “procuramos transmitir música de qualidade e sinto que somos uma estação muito querida dos portugueses e como locutor da rádio sinto que as pessoas têm uma atenção especial para comigo por ser o “rosto” da rádio”.
Como rádio a WDFJ procura acompanhar os diversos eventos que se organizam na sua comunidade, como sejam as Festas do Espírito Santo de Fall River, ou mesmo a festa que a comunidade madeirense organiza anualmente.
Rui Baptista tenta acompanhar ao máximo as notícias do Faial, “estamos sempre em conjugação com a Agência Lusa e até sou acusado de defender muito o Faial, porque tento dar as notícias boas da minha terra. “
“Como vou à Semana do Mar quase todos os anos faço questão de fazer um programa diário sobre as nossas festas”, frisa.
“Adoro o que faço, o facto de nunca me ter desligado da língua portuguesa é, para mim uma mais valia que torna o meu trabalho ainda mais prazeroso. O único senão é ter que me levantar às 4 horas da manhã (risos), sobretudo no inverno quando a neve aperta”, diz à nossa reportagem.
Já antes de começar na rádio Rui Baptista sempre esteve ligado à comunidade portuguesa nos EUA, foi presidente do Tauton Sports Club, já fez parte de várias comissões organizadoras do Dia de Portugal em Taunton e promoveu algumas festas de angariação de fundos em prol de associações do Faial, desde os Bombeiros, passando pela APADIF e mesmo os veteranos do Atlético. Já foi presidente da Fundação Faialense. Foi árbitro no Faial por mais de 10 anos, fez vela, jogou futebol e basquetebol no Fayal Sport Club.
Também foi presidente do Conselho de Arbitragem da AFH, na altura era Presidente da AFH o dr. Faria de Castro. mjs

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