Tribuna das Ilhas

Maria José

Maria José

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou na passada semana que os Vigilantes da Natureza são os principais agentes na manutenção da qualidade ambiental característica do arquipélago, adiantando que, ainda este ano, será aberto um concurso para a admissão de mais ativos desta área.
“Ainda este ano, contamos abrir concurso para a admissão de mais Vigilantes da Natureza para São Miguel e, em 2018, reforçaremos os efetivos nas ilhas Terceira e São Jorge, suprindo as necessidades identificadas e estabilizando este corpo operativo acima das quatro dezenas de efetivos em toda a Região”, garantiu Marta Guerreiro, que falava na sessão de abertura do 3º Encontro Regional de Vigilantes da Natureza, que está a decorrer até amanhã em São Miguel.
Segundo a Secretária Regional, estes são “os primeiros agentes de deteção e resolução dos pequenos problemas ambientais que ainda ocorrem na Região, ao mesmo tempo que desempenham ações de recuperação de habitats ou espécies, atividades de sensibilização ambiental e prestação de informações aos turistas sobre o património ambiental, o que faz com que este encontro regional seja mais um momento de aposta na formação e promoção da troca de experiências entre os profissionais”.
Marta Guerreiro salientou que o Governo dos Açores tem assumido uma opção clara de investimento na sua capacitação e equipamento, destacando a aquisição de quatro viaturas elétricas para os Parques Naturais de Santa Maria, São Miguel, São Jorge e Flores, estando a decorrer os procedimentos para a novas quatro viaturas destinadas aos Parques Naturais da Terceira, Graciosa, Faial e Pico.
“Este é apenas um pequeno passo, no quadro da estratégia de desenvolvimento sustentável que estamos a implementar nos Açores”, reforçou a titular da pasta do ambiente.
“Com Serviços de Ambiente apoiados por um corpo de Vigilantes da Natureza empenhado e tecnicamente habilitado, a Região está, certamente, melhor preparada para enfrentar os novos problemas e desafios que a gestão e conservação da natureza e a preservação da qualidade ambiental impõem”, afirmou Marta Guerreiro.
Em termos de salvaguarda do património ambiental, destacam-se, atualmente, 123 áreas protegidas, integradas nos 9 Parques Naturais de Ilha, com uma área total de 180.247 hectares, dos quais 56.066 hectares de área terrestre, o que corresponde a cerca de um quarto do território emerso do arquipélago.
São 3 as provas que compõe o Campeonato de Ilha do Faial de Motocross para 2017.
De acordo com o anunciado pelo CAM - Clube Amigos das Motas, a primeira prova decorrerá já a 30 de abril.
A segunda prova está agendada para 21 de maio e a terceira realizar-se-á a 18 de junho.
Todas as provas serão realizadas na pista dos Cedros. 

Decorreu de 13 a 15 de Abril, em São Miguel, o XI International Football Tournament no qual participou a equipa do FSC com a sua equipa de benjamins.
Durante este torneio o Clube União Micaelense homenageou o Dr. Carlos Pacheco Arruda, indicando-o como Patrono do 11th International Football Tournament - Azores U11.
A Equipa do FSC participou integrada no Grupo C deste torneio e defrontou o Taboeira, o Desportivo de São Roque e o Rabo de Peixe.
A equipa da Alagoa, orientada por Tomás Duarte, foi composta por Vasco Picanço, Miguel Nóbrega, Miguel Silva, David Moimeoux, Afonso Xavier, Daniel Moimeoux, Artur Matos, Gonçalo Oliveira, Tiago Campos, Gabriel Gonçalves, Simão Dias, Noe Borges, Guilherme Mendes, Manuel Bettencourt e André Castro.
Em termos desportivos os Verdes da Alagoa ficaram no 14.º lugar mas, e de acordo com o Treinador Tomás Duarte, “correu tudo muito bem, os miúdos vieram cheios e energia e revigorados para a prática desportiva. Foi uma experiência muito enriquecedora, quer em termos desportivos, quer em termos pessoais. Tentámos transmitir valores como a partilha, o companheirismo e a entre ajuda nos atletas e isso foi plenamente atingido”.
“Organizar esta viagem só foi possível com a colaboração dos pais, do clube da CMH. Envolver os pais neste trabalho foi algo muito positivo e benéfico para a união da equipa. É, sem dúvida, uma mais valia para clube”, frisou o treinador.
Tomás Duarte enalteceu ainda o trabalho levado a cabo pela organização, “iniciativas como esta são apostas ganhas na promoção e no desenvolvimento do desporto açoriano”.
 

sexta, 21 abril 2017 13:35

SCH no Nazaré CUP/2017

O Sporting Club da Horta participou na passada semana no Nazaré Cup/2017, um prestigiado torneio de andebol destinado à formação e que já conta com 30 edições.
Fez-se representar nos escalões masculinos de minis, infantis, iniciados e juvenis com uma numerosa comitiva de 55 pessoas.
“Há já vários anos que a política de desenvolvimento para a formação de andebol do clube tem passado por participações em torneios no continente português por altura da Páscoa. Esta é a forma de atenuar a falta de competição na ilha e na região, criando melhores condições para ser o representante da região nas fases finais nacionais nos vários escalões”, salientou Jorge Rosa, diretor do SCH aos jornalistas.
Os resultados alcançados neste torneio foram conseguidos com distinção. De realçar a obtenção de três troféus. Melhor guarda redes, na categoria de infantis – Bernardo Silva; 2-º classificado – infantis “e o prémio que muito honra esta Instituição, atribuído pela organização ao emblema com melhor conjunto de resultados, com mais elementos na comitiva e pelo comportamento social, o prémip distinção
“, salientou o responsável.
Mário Bettencourt, coordenador da formação do Clube da Eduardo Bulcão disse à nossa reportagem que “o balanço é positivo, como se percebeu pela recepção que tivemos no aeroporto e pelo feedback que quer pais, quer jogadores, nos deram. No plano desportivo ganhámos o Prémio Distinção do Nazaré Cup, o maior prémio deste torneio que distingue as equipas em várias vertentes, desde a social à desportiva. Além disso conseguimos um segundo lugar no escalão de infantis, tendo como principal adversário, entre 15 equipas, o Benfica. Tivemos o melhor guarda redes do torneio em infantis e, nos escalões de mini, iniciados e juvenis, ficamos na quinta posição, o que nos deixa muito satisfeitos. Pela frente tivémos equipas bastante difíceis e com escalões de formação com uma vertente competitiva muito grande.”
Sobre o impacto que este torneio tem junto dos jovens, Mário Bettencourt diz que, “o impacto é enorme atendendo à falta de competição que temos cá, uma vez que as equipas jogam entre si, não há mais clubes … isto vem colmatar a lacuna ao nível da falta de competição local. Para os mais velhos, que já estão habituados a jogar fora de casa, nas seleções, este torneio é uma lufada de ar fresco em termos competitivos.”
A logística de fazer deslocar todos estes atletas contou com a participação, para além das entidades oficiais, dos pais.
“Foram criados grupos de trabalho com os pais, de forma a que eles também se envolvessem no nosso projeto. Os pais foram incansáveis e fundamentais para o sucesso desta participação. Os pais organizaram várias iniciativas para que conseguíssemos angariar os 10 mil euros necessários para levar a comitiva ao Torneio”, revela Mário Bettencourt.

 

sexta, 21 abril 2017 13:26

Editorial

Esta semana o jornal Tribuna das Ilhas completou mais um aniversário. Nascemos e vimos a luz do dia, pela primeira vez a 19 de abril de 2002. Já lá vão 17 anos.
Em 2002 um grupo de cidadãos desta terra juntou-se e, após meses de planificação, sob a batuta do senhor Mário Frayão, saia a primeira edição deste semanário.
Na altura tudo era diferente. Foram semanas de luta, de arregaçar mangas, de ir de porta em porta distribuir o jornal, de tentar que, num meio onde existiam dois jornais, este sobrevivesse.
Com a mestria de Lídia Bulcão como diretora-adjunta, com projeto gráfico de Rui Vieira, ambos faialenses, o TI chegava semana após semana às bancas.
Naquela que foi a sua primeira edição disseram “o jornal que hoje vos chega às mãos é o resultado, acima de tudo, de um suado espírito de cooperação entre homens e mulheres de diferentes ideologias, opostas concepções filosóficas e distantes credos religiosos (...) fortemente unidos por uma comum inquietação com os problemas da sua terra, seja por nascimento, seja por opção”.
Hoje, 17 anos depois, muitos desses homens e mulheres já não estão entre nós.
Neste contexto, e doze anos depois de ter abraçado eu este projeto, resta-me agradecer a todos os que por cá passaram e aos que continuam a acreditar neste jornal.
Faça-se justa homenagem a Fernando Melo. Ao professor Fernando Melo que respirava Tribuna das Ilhas. Que falava deste jornal com uma paixão só dele e que permaturamente nos deixou.
Recordo com saudade a Mónica Pimentel, jornalista, que saiu de São Miguel para trabalhar connosco. A Marla Pinheiro, pero-micaelense de berço e que connosco formou, durante alguns anos, a equipa redatorial. O André Goulart, outro faialense que escolheu este semanário para estagiar antes de se dedicar ao mestrado...
São tantos os nomes que me ocorrem e a quem quero agradecer: Márcio Vargas, Diana Rabaça, Valério Machado...
Aos fundadores da Cooperativa IAIC, proprietária do jornal, um obrigado por terem transformado este “sonho em realidade”. Vamos a mais 17, e mais 17 e mais 17 e por aí fora.
 
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