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CMH apresenta projeto  para a Frente Mar DR
20
abril

CMH apresenta projeto para a Frente Mar

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Publicado em Local

São cerca de 10 milhões de euros que a Câmara Municipal da Horta, vai investir até 2022, na obra de requalificação da frente-mar da cidade, obra que considera prioritária para o futuro do concelho.
A informação foi avançada pelo presidente da CMH, José Leonardo Silva, que disse ainda "este projeto representa uma mudança de paradigma. Queremos projetar a cidade para os próximos 50 anos", sublinhou o presidente da autarquia em conferência de imprensa para apresentação do projeto final.”
A obra, que contempla a requalificação de cerca de uma dezena de artérias citadinas, a construção de um jardim junto ao mar e a criação de parques de estacionamento, foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara.
"Este foi o projeto que teve maior discussão em todo o concelho", destacou o presidente da CMH, recordando que cerca de "um milhar de pessoas" se pronunciaram sobre a obra, durante a fase de discussão pública do projeto, que foi lançado a concurso em 2012.
A obra, que será dividida em cinco fases, contempla intervenções em todo o litoral da cidade da Horta, englobando 42 projetos específicos de intervenção, com o intuito de requalificar a cidade e melhorar as acessibilidades.
"Esta obra permitirá criar mais emprego e dar um novo impulso à nossa economia", reforçou o autarca, garantindo que apesar da complexidade da intervenção prevista, os trabalhos vão arrancar "ainda este ano".
Um dos objetivos inicialmente propostos, quando foi lançado o estudo prévio de requalificação da frente-mar, era o de reduzir o tráfego de viaturas pesadas no centro da cidade, embora esse propósito estivesse dependente do arranque da 2ª fase da variante à Horta, que nunca avançou.
Confrontado com esta aparente contradição, José Leonardo Silva disse aos jornalistas que o objetivo de reduzir o trânsito de pesados mantém-se, mas garantiu que a Câmara da Horta "não vai esperar por ninguém", uma vez que "uma obra não invalida as outras".
As várias intervenções previstas até 2022 na frente-mar da cidade têm um custo aproximado de dez milhões de euros, contemplando intervenções em áreas geridas pelo Governo Regional e pela empresa pública Portos dos Açores, SA.
José Leonardo Silva frisou na ocasião que “esta intervenção vai decorrer desde a Igreja das Angústias até ao Parque Vitorino Nemésio. Queremos virar a cidade ao mar e vamos devolver os espaços às pessoas, tendo em linha de conta a mobilidade das mesmas. Queremos que as pessoas se sintam donas da sua cidade e da sua ilha”, acrescentou o edil focando ainda a importância dos cidadãos proprietários das moradias situadas junto das zonas intervencionadas reabilitarem também o seu parque habitacional.”


 

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