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12
maio

CPCJ associa-se ao Mês da Prevenção dos Maus-tratos na Infância

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Reportagem

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Horta associou-se, uma vez mais, à Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco para assinalar o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, que decorreu no mês de abril eque pretendeu sensibilizar a comunidade local para a importância da prevenção dos maus-tratos na infância e para o fortalecimento das famílias e das próprias crianças.
Neste contexto,foram realizadas um conjunto de iniciativas levadas a cabo pela CPCJ da Hortaem parceria com várias entidades locais.
Glória Neves, que recentemente assumiu a presidência da CPCJ no Faial, revelou ao Tribuna das Ilhas que desde 2013, que o Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância e Juventude é assinalado pela CPCJ da Horta, com a “realização de algumas atividades que acontecem durante o mês de abril”.
Para Glória Neves este “é um problema que une várias Instituições através de campanhas e atividades de alerta para a prevenção de maus tratos a que, infelizmente, muitas crianças e jovens ainda estão sujeitos e vulneráveis”.
Segundo a presidente, também este ano e à “semelhança dos anos anteriores,a CPCJ da Horta aderiu à campanha lançadaa todas as CPCJ nacionais, pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens” e ainda durante o mês de março “lançou um desafio às escolas de toda a Ilha do Faial,3º e 4º ano do agrupamento da EBI da Horta, para a construção de um calendário de afetos com telas”. Assim, explica, “cada turma pintou uma tela com desejos para as crianças e no final essas telas formaram os desejos das crianças da ilha para o mês de abril. O trabalho ficou exposto durante todo o mês na Câmara Municipal da Horta”, revelou.
Das atividades realizadas, Glória Neves destaca ainda a operação de STOP realizada em parceria com a PSP da Horta e o Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil da APADIF, no passado dia 7 de abril, junto de alguns condutores, afirmando que “esta foi uma ação de sensibilização a fim de divulgar a Campanha do Laço Azul, que deu a conhecer história da mesma”.
Ainda no âmbito da Campanha Laço Azul, nos dias 19 e 27, avança, “a CPCJ da Horta esteve com os alunos do 3º e 4º ano das Escolas de Cedros e Castelo Branco, onde realizou uma ação de sensibilização junto das crianças sobre esta campanha que passou pelo visionamento de um vídeo sobre a temática da família” e cujo “objetivo foi levar atividades também às escolas mais afastadas da cidade”, esclareceu.
De acordo com a responsável pela Comissão de Proteção as atividades realizadas,“destinaram-se não só às crianças, mas também à comunidade em geral”, e tiveram “como principais objetivos sensibilizar a comunidade para esta problemática, e alertar as crianças para estarem atentas aos seus Direitos, aos seus comportamentos e aos dos outros”.
Quanto ao balanço da ação, a presidente, adianta que “a CPCJ da Horta está muito satisfeita com as atividades realizadas” e fazendo um balanço positivo das mesmas, reforça que “o objetivo era fazer chegar a mensagem às crianças, mas também à comunidade, alertando para a responsabilidade para com esta causa, que deve ser de todos nós”.
Instada a pronunciar-se sobre a situação do Faial perante esta problemática Glória Neves não hesita em afirmar que “a problemática dos maus tratos na infância e juventude tem registado um aumento das denúncias, sempre existiram situações de maus tratos, verificando-se que a comunidade está mais desperta e mais aberta a denunciar essas situações”, salienta.
Quanto ao papel da CPCJ nestas situações, Glória Neves adianta que “nas denúncias que nos chegam o que fazemos é avaliar e diagnosticar a veracidade das mesmas e intervir de acordo com a problemática identificada, promovendo e protegendo sempre o superior interesse da criança”.
Apresidente avança que “as principais causas de Maus Tratos na Infância e Juventude existentes no Faial, são principalmente por negligência familiar, casos de violência doméstica e situações de dependências”.
A responsável pela CPCJ da Horta esclarece ainda que “a intervenção da CPCJ é uma intervenção específica, onde cada caso é um caso”. No entender de Glória Neves, “é necessária a realização de um maior trabalho de prevenção junto das famílias comunidade, onde todas as Instituições com competências na matéria da infância e juventude devem estar envolvidas. Como já referi em outras situações, estas problemáticas não são só das Instituições envolvidas, são de toda a comunidade, que deve estar atenta (se for o caso denunciar) e contribuir para a resolução das mesmas.
Glória Neves remata que “a CPCJ da Horta continua a desenvolver o seu trabalho, atenta a todas as situações que chegam, quase diariamente, avaliando cada uma e dando uma resposta breve, visto que o tempo na vida de uma criança é fundamental”.g

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