Tribuna das Ilhas

sexta, 23 junho 2017 11:43
sexta, 23 junho 2017 11:03

3.º Mega Piquenique solidário da APADIF Destaque

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A APADIF - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial organizou no Parque de Campismo da Praia do Almoxarife o 3.º Mega Piquenique solidário, cujo lema era a promoção do reconhecimento da pessoa com deficiência como cidadão de direitos e competências.

Apesar da chuva que inicialmente se fez sentir, compareceram ao convite feito pelo Presidente desta Associação José Alberto Fialho centenas de pessoas, numa clara demonstração que os Faialenses estão atentos e solidários com a temática da deficiência.

A abertura deste Mega Piquenique esteve a cargo do Presidente da APADIF que começou por agradecer a presença de todos neste evento solidário “enaltecendo o esforço daqueles que, direta ou indiretamente, têm contribuído para que estes momentos de convívio se concretizem” e salientando a enorme satisfação que sente com o “incremento da família APADIF com a criação do Movimento de Pais Pela Inclusão, que se uniu por uma causa que é a de todos nós, a Inclusão”.

E continuando referiu que “mais do que a integração, é a total pertença a uma mesma comunidade que se pretende e sonha inclusiva na sua plenitude, sendo que este movimento surgiu da imensurável necessidade de muitos pais e curadores encontrarem um espaço de partilha e diálogo para abertamente falarem das suas aspirações e conturbações”.

O 1.º Mega Piquenique pela inclusão realizou-se na ilha do Faial há cerca de três anos, com o objetivo de proporcionar um momento de convívio de cidadãos, crianças, familiares e amigos com e sem necessidades especiais, mas acima de tudo para “chamar a atenção para a necessidade de tornar a nossa sociedade mais inclusiva”.

Entende José Fialho que “a riqueza de uma sociedade reside na sua diversidade, sendo com esta convicção que se trabalha na APADIF”, adiantando que essa luta se “trava na associação pela inclusão dos mais idosos, dos que têm necessidades especiais”, ou seja, por todos aqueles que se encontram numa situação mais vulnerável.

Alertou depois os presentes para que parem e pensem no significado da inclusão, pois “inclusão e integração são conceitos que se continuam a confundir, incluir é mais que integrar. O termo inclusão tem vindo a ganhar cada vez mais espaço no vocabulário de todos nós e no nosso quotidiano, saber como se entende e compreende a inclusão é fundamental”.

O Presidente desta Associação, focando sempre o seu discurso no tema e na necessidade de inclusão, não deixou de chamar a atenção para o facto de ainda haver “muito a fazer, nomeadamente através do fortalecimento deste conceito, passando pela implementação de leis e na sua plena concretização”.

No seu discurso, José Fialho considerou que se tem notado mudanças na sociedade faialense desde que se iniciou o movimento de pais pela inclusão, mas que ainda se está longe de alcançar todas as mudanças a que se propuseram, apesar de já terem dado passos importantes. Destacou, também, os jovens que frequentam grupos e modalidades desportivas “onde são aceites e há uma tentativa efectiva por parte dos seus trabalhadores de não só os integrarem, mas também os incluírem, compreendendo as suas diferenças”.

Na parte respeitante aos apoios concedidos à Associação a que preside, destacou os apoios da Segurança Social alertando que “há crianças que não frequentam as terapias necessárias por não reunirem as condições para obterem esses apoios, o que inviabiliza momentos potenciadores de um desenvolvimento desejado”, acrescentando que “o Governo Regional tem que criar mecanismos para que estas terapias e apoios estejam ao alcance de todos”.

A terminar o seu discurso, o Presidente da APADIF lançou dois desafios aos presentes: o primeiro respeitante ao lançamento de uma campanha de sensibilização institucional a nível regional e o segundo para que se promova a criação de um Conselho Consultivo para a Deficiência e para a Inclusão, no qual estejam incluídas as forças vivas da nossa sociedade com o objetivo de promover e valorizar a cidadania e a participação das pessoas com deficiência e suas organizações.

Concluiu afirmando a necessidade de uma “radiografia da problemática que envolve a deficiência na Região Autónoma dos Açores e em toda e qualquer ilha”.

Por seu turno, o Diretor Regional da Juventude em representação do Presidente do Governo começou por saudar a presença de todos na sua freguesia num “dos parques de campismo de excelência em qualquer parte do mundo”. “A ilha do Faial, a APADIF, o Movimento dos Pais pela Inclusão têm dado um sinal de luta, reivindicativo, que tem conquistado algumas batalhas, mas não a guerra, pois sabemos que no que toca a preconceitos, as guerras não se ganham, travam-se”, continuou Lúcio Rodrigues na sua alocução.

O Diretor Regional da Juventude deixou, ainda, em nome do governo, “o reconhecimento do trabalho feito, pois os resultados estão à vista”.   

A terminar, o Presidente da Câmara Municipal da Horta não deixou de saudar os utentes da APADIF, referindo que se trata de um “piquenique num momento de reflexão daquilo que nós todos podemos fazer para nós todos sermos mais inclusivos” e enaltecendo, de seguida, as parcerias que a APADIF tem celebrado com inúmeras instituições, mas também com a Câmara Municipal, onde se realizaram muitos projectos comuns no “sentido de nós percebermos que na ilha do Faial há um trabalho interessante e muito importante, mas que é preciso continuar a nos desafiarmos todos os dias para sermos mais inclusivos”.

Por fim, o edil faialense não deixou de lembrar o grande trabalho que está a ser desenvolvido pelo Presidente da APADIF Sr. José Fialho.

No encerramento da cerimónia, a APADIF promoveu uma justa homenagem, entregando uma lembrança, a três atletas da vela adaptada que levaram e levam bem longe o nome do Faial, e que são: Libério Santos que conquistou o 7.º lugar no campeonato nacional, Lício Silva que conquistou o 2.º lugar e Rui Dowling que ficou classificado em 1.º lugar no campeonato nacional.

Após um breve momento de zumba, começou o piquenique, com inúmera comida para todos os presentes. Sem dúvida uma tarde bem passada para todos aqueles que quiseram aderir a este convívio, e em que a problemática da inclusão da pessoa com deficiência foi o mote principal. De destacar, também, a presença da PSP, dos Bombeiros, e de enfermeiros e médicos do Hospital e Centro de Saúde da Horta que, com o Hospital dos Pequeninos, alegraram as inúmeras crianças presentes. 

O Núcleo Cultural da Horta, e a editora Caleidoscópio, apoiaram o lançamento no passado dia 16 de junho do livro “A Grande Guerra nos Açores- Património e Memória Militar” da autoria de Sérgio Rezendes.

O lançamento decorreu na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, contou com a presença do autor e foi apresentado pelo professor Doutor Carlos Lobão.

Este livro é uma segunda edição, a primeira versão do livro foi lançada em 2014, numa edição da editora regional Letras Lavadas, para um mercado regional.

Segundo autor “aproveitando a ligação que eu tenho com o Instituto de História Contemporânea da Univer-sidade Nova de Lisboa, esta tese de mestrado, foi enviada para um estudo mais profundo pelo Centro República, e tive a honra de ser um dos autores convidados para fazer parte da coleção de teses sobre a Primeira República”.

Passado um ano e meio surgiu a oportunidade de editar mais uma versão do livro, desta vez com cunho nacional.

De acordo com Sérgio Rezendes esta obra representa “o posicionar dos Açores na I Guerra Mundial”, é assim que  tentou trabalhar a obra sob o olhar arquipelágico, mostrando que a I Grande Guerra, ou Grande Guerra que segundo o autor “é assim que ela é designada na altura”, não foi uma guerra melhor ou pior que a guerra das trincheiras ou que a guerra colonial.

Nesta obra o autor procurou descrever as defesas, dispositivos montados e a posição geoestratégica dos Açores na Grande Guerra.

Este livro é resultado de muitos anos de pesquisa de Sérgio Rezendes e da sua tese de mestrado, que agora vê o seu livro lançado pela editora nacional Caleidoscópio. 

O Núcleo do Faial da Amnistia Internacional, promoveu no passado fim de semana uma sessão intitulada “Aceito ou preconceito” com vista a assinalar o Dia Internacional dos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Este Núcleo composto por seis alunos da Escola Secundária Manuel de Arriaga, foi criado em dezembro e desde então tem promovido diversas iniciativas no âmbito dos direitos humanos

 

Dando continuidade ao ciclo de sessões que iniciou este ano, no âmbito dos temas propostos pela Amnistia Internacional, o Núcleo do Faial levou a cabo no passado dia 17 de junho mais uma ação de debate e esclarecimento, aberta à população faialense, que teve como objetivo assinalar o Dia Internacional contra a Homofobia.

A sessão “Aceito ou preconceito”, decorreu na Casa de Chá pretendeu abordar os direitos humanos em particular o preconceito que ainda existe em relação aos LGBT, que continua muito enraizado nas mentalidades e nas relações sociais.

Na ocasião Júlia Branco, membro do Núcleo do Faial, explicou que a “Amnistia ao longo do ano propõe vários temas a debate, um deles é os direitos dos LGBT, que nós decidimos abordar hoje, por ser o Dia Internacional do orgulho LGBT”, revelou acrescentando que era importante o Núcleo juntar-se a esta causa e trazer ao Faial este tema uma vez que “estão a decorrer iniciativas por Portugal e pelo mundo inteiro”, disse.

De acordo com Júlia o evento pretende ser acima de tudo uma reflexão sobre a liberdade da orientação sexual e de identidade de género, enquanto direitos humanos. “A nossa atividade é muito no sentido das pessoas refletirem que os LGBT, são como as outras, que merecem ter os mesmo direitos que os outros, que não procuram qualquer privilégio mas sim um mundo onde todos tenham as mesmas liberdades e igualdades”.

Júlia revelou ainda à nossa reportagem, que o Núcleo do Faial, surgiu por considerarem que era importante trazer a Amnistia Internacional para o Faial. “Nós sentimos que por vezes estamos um pouco longe destas temáticas importantes como os direitos humanos e a luta que temos de travar para que os direitos de todas as pessoas sejam respeitados”, afirmou.

Desde que foi criado em Dezembro o Núcleo do Faial, já abordou dois dos temas propostos pela Amnistia Internacional e tenciona até ao final do verão abordar mais dois, nomeadamente o tema do apoio aos refugiados e a pena de morte.

O Núcleo do Faial da Amnistia Internacional é composto por seis elementos e o objetivo é que o grupo venha a crescer. Nesse sentido Júlia revela que “que o Núcleo tem promovido atividades junto das turmas da escola para divulgar e para trazer mais membros para o grupo”, até porque três dos seus elementos vão sair da ilha no próximo ano, “portanto estamos à procura de novos membros que não tem de ser só da comunidade escolar”, frisou.

A este respeito, a jovem adianta que estão muito satisfeitos com o interesse que o Núcleo tem despertado junto da comunidade escolar. “Desde que fizemos a primeira iniciativa em dezembro tem havido muita adesão. Verificamos que houve muitas pessoas que se interessaram e que participaram. Houve inclusive alunos que vieram falar com a gente e mandaram e-mail a dizer que se queriam juntar ao núcleo”, revelou.

 

A dupla da equipa Play/Auto Açoreana Racing constituída por Ruben Rodrigues e Estevão Rodrigues marcou presença na XXVII edição do Rali Ilha Azul – Além Mar que decorreu no

passado fim de semana no Faial.

 

Aos comandos do Citroen DS3 R5 EVO, preparado pela Sports and You a equipa estreou-se no Azores Airlines Rallye e pretende disputar os campeonatos regionais de Ralis de 2017, 2018 e 2019.

Os jovens açorianos têm-se destacado no desporto motorizado da Região, pelo que foram escolhidos para

integrar o projeto da Fábrica de Tabaco Micaelense (FTM) e da Auto Açoreana que tem por objetivo trazer mais competitividade aos campeonatos regionais assim como promover as duas empresas.

Em vésperas de rali, Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Gonçalo Mota, responsável pela equipa e Diretor de Produção, Marketing e Vendas da FTM, que nos falou do projeto.

A Fábrica de Tabaco Micaelense, é a unidade mais antiga dos Açores neste setor e há décadas que está envolvida no desporto motorizado. “Foi talvez o grande patrocinador do desporto automóvel na Região desde os anos 60”, revelou à nossa reportagem Gonçalo Mota.

Imposições legais, relacionadas com diretivas comunitárias que proíbem o patrocínio por parte da indústria tabaqueira ao desporto ou a qualquer outro tipo de evento fez com que a empresa deixasse de apoiar a modalidade.

No entanto a FTM manteve sempre o gosto por este desporto e nos finais do ano passado entendeu que “era o momento” para voltar e numa parceria com Auto Açoreana decidiu criar uma equipa de ralis.

“Desta parceria nasceu a equipa Play/Auto Açoreana Racing que reúne as duas designações com o objetivo de publicitar, a marca Play, que é uma marca de cigarros da FTM, e a Auto Açoreana como instituição”, revelou o director de Produção, Marketing e Vendas .

“Isoladamente não teríamos regressado aos ralis, só regressamos em função desta parceria com a Auto Açoreana, que é concessionário para a ilha de São Miguel de oito marcas de automóveis”, explicou.

De acordo com Mota, a criação desta equipa teve como base duas razões: por um lado “razões históricas”, nomeadamente “o facto de termos um historial muito longo no automobilismo” e por outro o facto da Auto Açoreana ser uma empresa ligada ao setor automóvel e por conseguinte ao automobilismo. “Este é o único veículo que temos para promover as nossas marcas, porque nenhuma outra publicidade é permitida”, salienta.

Para o diretor esta parceria tem permitido a ambas as empresas ganharem notoriedade no mercado. “

O responsável pela equipa adiantou ainda à nossa reportagem que a ideia  partiu das duas empresas “no sentido de dar maior competitividade ao Campeonato Regional de ralis” que passa agora contar com três viaturas de última geração os R5. “Havia pouca competitividade e portanto menos interesse por parte do público e nós como tivemos relacionados com o automobilismo durante muitos anos sentíamos esta vontade de ajudar a desenvolver a modalidade e a gerar maior interesse maior entusiasmo”, afirmou.

Desporto motorizado

importante para a economia da Região

Sobre a importância da modalidade para o desenvolvimento da Região, o diretor de Produção da FTM, não hesita em afirmar que “esta modalidade tem um peso muito grande na economia dos Açores”.

Para Gonçalo Mota o automobilismo tem muitos adeptos, traz muita gente e promove a Região.

Referindo-se ao Azores Airlines Rallye, o responsável Play/Auto Açoreana  afirma que este evento “atrai muitíssima gente do exterior e permite a divulgação dos Açores em toda a Europa através da Eurosport”. Por outro lado, entende que “também os ralis que ocorrem nas outras ilhas têm impacto não só nas infraestruturas turísticas, como os hotéis, restaurantes locais, assim como dão notoriedade às próprias ilhas”, disse.

“Estes ralis são conhecidos e publicitados no continente o que faz com que se dê notoriedade às próprias ilhas e faz sem dúvida mexer a economia em muitos aspetos, pelo que deveria ser mais acarinhado e incentivado por quem de direto”, entende.

Gonçalo Mota lembra que na Região já existem três viaturas de última geração o que demonstra o interesse pela modalidade. “Nós temos num território tão pequeno três carros de última geração enquanto no continente não existem muitos mais portanto estamos muito bem equipados para a nossa dimensão e realidade comparativamente com outras regiões do país”, neste sentido considera que “não se perdia nada em fazer um esforço maior de divulgação destas provas a nível nacional”.

A finalizar o porta voz chama a atenção para importância das estruturas e dos equipamentos no desenvolvimento da modalidade na Região.

“O desporto automóvel como qualquer outro desporto, tem regras e as regras são fundamentais e devem ser transparentes, claras e iguais para todos”, neste contexto considera que “devem haver equipamentos, estruturas e meios que permitam que as regras se cumpram de forma isenta para que não haja nenhuma dúvida quanto à justiça das vitórias ou das derrotas”. 

“Penso que os Açores deviam estar equipados por exemplo com uma máquina que permite medir uma válvula dos turbos no caso dos R5 que têm de ter uma determinada pressão. Essa máquina verifica se de facto estão a ser cumpridas as regras e neste momento não temos esse equipamento nos Açores”, conclui. 

A Comissão Náutica Municipal, apresentou no inicio desta semana, nos Paços do Concelho a edição de 2017 da regata "Les Sables-Horta-Les Sables", da classe 40 pés.

A novidade para este ano será a criação de um programa de voluntariado de apoio à Regata como forma de incentivar e motivar o envolvimento dos faialenses nestes eventos de âmbito internacional que levam o nome do Faial e dos Açores além fronteiras.

 

Para participar neste programa o voluntario apenas tem de preencher uma ficha de inscrição disponível na Secretaria do Clube Naval da Horta e fica habilitado a uma viagem para assistir à entrega de prémios da regata na cidade francesa de Les Sables. A viagem será sorteada na cerimónia de entrega de prémios da regata na Horta, revelou o presidente da Câmara.

Na ocasião, José Leonardo Silva, congratulou-se com a passagem deste grande evento náutico pelo Faial, e lembrou que a relação de amizade entre a cidade-mar açoriana e Sables D'Olonne, cimentada a partir da regata Les Sables/Les Açores/Les Sables, que uniu a Horta à cidade francesa conta já com 10 anos de existência.

O autarca destacou ainda a importância que a presença desta regata tem para o Faial, nomeadamente no que à promoção da ilha, da marina da Horta e dos Açores diz respeito. José Leonardo Silva, fez questão de salientar que esta promoção é feita a custos muito reduzidos, mas tem um grande retorno.

Também o presidente do Clube Naval da Horta, José Decq Mota, foi de encontro às palavras do presidente da Câmara Municipal, reforçando que de facto a Horta está em grande no mundo da náutica de competição e de alta competição. “A Horta e os Açores estão hoje incluídos na náutica de recreio de competição em profundidade”, reforçando que “com os esforços conjugados de todos, fazemos uma promoção eficiente e importante a custos extremamente baixos”, afirmou.

Coube uma vez mais a Armando Castro a apresentação da regata. O responsável pela Marina da Horta começou por salientar que “neste momento o Porto da Horta em termos mundiais, é sem dúvida o principal porto de acolhimento de regatas profissionais a nível mundial. Não existe no mundo inteiro nenhum porto de recreio que consiga organizar tantos eventos a este nível como o Porto da Horta”, frisou.

Esta regata vai na sua sexta edição e na quinta com a ligação entre Les Sables/Horta/Les Sables. Armando Castro explicou que este evento náutico realizou-se em 2007 pela primeira vez, ligando Sables D'Olonne ao Funchal, reunindo apenas 10 embarcações e só no ano seguinte rumou aos Açores. Este ano, serão 21 os barcos a largar da cidade francesa rumo à Horta.

Quanto aos inscritos Armando Castro avançou que “na lista de participantes constam grandes nomes do mundo da vela e vários repetentes”, o que no seu entender demonstra a importância desta regata, adiantando ainda que “esta é também uma regata muito importante do calendário”.

A regata destina-se a embarcações da classe 40 tripuladas por dois elementos. A sua largada de França está marcada para o dia 2 de Julho, prevendo-se a chegada da primeira embarcação à Horta a partir do dia 7 de Julho. No dia 15 de Julho terá lugar a largada da Horta, para a etapa final, de volta a Sables.

A Les Sables/Horta/Les Sables é organizada pelo Clube Naval da Horta (CNH), Governo Regional dos Açores, autarquia faialense, Portos dos Açores e Associação de Vela, entidades que integram a Comissão Náutica Municipa. Na França, a organização cabe ao clube Sports Nautiques Sablais, ao Institut Sports Océan e à Câmara de Sables d’Olonne. A estes juntam-se alguns patrocinadores privados. 

A Quinta de São Lourenço, foi o local escolhido pela Câmara Municipal da Horta (CMH) para o encerramento do projeto “O Quintal”.

A festa teve lugar na manhã da passada quinta feira, dia 8 de junho e envolveu cerca de 130 crianças do ensino pré-escolar de seis escolas da ilha.

O objetivo principal do projeto, que se iniciou no terceiro período, passa por incentivar e incutir nas crianças o gosto pela agricultura e terra, dando a conhecer o processo dos alimentos desde o cultivo até ao momento que chegam à mesa.

Segundo o presidente da autarquia, José Leonardo Silva este “projeto municipal, dirigido às crianças da pré-escola tem como principal objetivo fazer com aprendam que a sua terra e o seu quintal é muito importante, não só em termos ambientais, mas também na produção da sua  própria alimentação”.

O presidente do executivo camarário explicou que “a novidade deste ano foi a plantação das ervas aromáticas, resultado de uma parceria com o Parque Natural do Faial.”

José Leonardo Silva, adiantou ainda que o facto do seu encerramento acontecer no parque de exposições da Quinta de São Lourenço, se prende com a realização do Encontro do Mundo Rural, que decorreu no passado fim de semana e que teve em vista a promoção do setor primário, que vai de encontro aos objetivos do projeto de reforçar a “ligação com a terra”, disse.

No entender do autarca “é  preciso que as pessoas se identifiquem com a sua terra. É isso que este projeto “O quintal”pretende”. Por outro lado, defendeu ainda que, “o objetivo é de semear nas crianças que de facto a terra é importante”, reforçou.

O presidente destacou a importância do projeto  revelando que “este tem tido um impacto muito positivo, algumas crianças quem nem sabiam o que era um sacho”. “Neste projeto não é a Câmara que está de parabéns, mas as escolas, os professores e os auxiliares de educação que em boa hora perceberam o impacto e a importância desta iniciativa”, frisou.

Durante a manhã as crianças participaram em diversas atividades tais como plantação de árvores, de ervas aromáticas, visitaram e assistiram a um video do Jardim Botânico e parti-ciparam em jogos tradicionais. 

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial alertaram o Governo regional para os constrangimentos que a indefinição e a demora na atribuição de apoios por parte do executivo ao Clube Naval da Horta (CNH) estão a causar, conforme tem sido denunciado publicamente pelo presidente da direção daquela instituição e reiterado em reunião com os deputados Carlos Ferreira e Luís Garcia.

Num requerimento entregue no Parlamento açoriano, os parlamentares do PSD/Açores explicam que em causa está o facto não ter sido ainda paga a segunda tranche do apoio respeitante ao ano de 2016, no valor de 50.000 euros e o facto de, no corrente ano, o Governo regional ainda não ter definido as fases de candidatura aos contratos-programa de investimento com interesse para o desenvolvimento do Turismo nos Açores.

Segundo os deputados, os prazos (entre 2013 e 2016) de publicação das Resoluções do Conselho de Governo, onde são aprovados os apoios, “já foram largamente ultrapassados, sem razão conhecida”, situação que se traduz em “prejuízos evidentes para todas as instituições que aguardam pela publicação da respetiva resolução”.

Carlos Ferreira e Luís Garcia solicitam, por isso, ao Governo regional que clarifique quando prevê aprovar e publicar a Resolução que determina as fases de candidaturas para 2017 e que justifique este atraso na aprovação e publicação da resolução respeitante aos apoios a ser concedidos ao CNH em 2017.

No requerimento, os deputados solicitam ainda ao Governo que justifique a falta de pagamento da segunda tranche do apoio concedido à instituição em 2016 e que clarifique qual a data prevista para proceder ao pagamento, reforçando que uma parte significativa da atividade do CNH para o corrente ano pode estar em risco de não se realizar fruto da incerteza existente na atribuição de apoios por parte do Governo.

“Seria completamente desajustado ponderar a diminuição dos apoios a conceder, num momento em que a atividade do CNH não diminui e, pelo contrário, os eventos promovidos e a consequente projeção dos Açores adquirem um valor acrescido”, alertam, acrescentando que “em alguns casos pode ainda colocar em causa o cumprimento de compromissos assumidos com instituições estrangeiras, nomeadamente no âmbito de náutica internacional de competição”.

O Clube Naval da Horta é uma instituição de utilidade pública que completa 70 anos de existência a 26 de setembro. O mérito e relevância de toda a atividade desenvolvida pelo CNH foram justamente reconhecidos pela Região ao mais alto nível com a atribuição da Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, no Dia da Região que se assinalou recentemente.

O CNH desenvolve uma atividade de extraordinário relevo na formação desportiva e humana de milhares de faialenses e açorianos, por um lado, e por outro na participação e organização de eventos de dimensão regional, nacional e internacional que projectam e promovem o nome dos Açores por todo o mundo. 

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, questionaram o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas e o Ministro da Economia sobre o continuado atraso da implementação no Aeroporto da Horta do Projeto RISE (RNP ImplementationSynchronized in Europe), uma iniciativa que visa testar um novo sistema de navegação na Europa utilizando a tecnologia de satélite por GPS.

Nas questões colocadas a Pedro Marques e a Manuel Caldeira Cabral, os social democratas realçam a importância do projeto, que teve aeroportos escolhidos para os ensaios em França, Chipre, Grécia e em Portugal, "onde a preferência foi dada à Horta e do Funchal, dois aeroportos de pequena e média dimensão, sem a tecnologia de aproximação ILS, e onde se prevê a realização de cerca de 20 voos teste", recordam.

"A importância deste projeto é significativa", asseguram Berta Cabral e António Ventura", explicando que o objetivo "é melhorar a precisão da trajetória de aproximação das aeronaves à pista, o que se espera possa diminuir os cancelamentos por falta de visibilidade, assim como o consumo de combustível nas fases de aproximação e aterragem, reduzindo o respetivo impacto ambiental".

Os deputados do PSD lembram que, no Aeroporto da Horta, ocorreram, "só em 2016, 42 cancelamentos de voos da Azores Airlines, sendo que 26 divergiram para outros aeroportos. A maioria desses cancelamentos (27) e divergências (17) ocorreram entre maio e julho, e muitos continuam a acontecer devido à ausência do RISE", sublinham.

"O Governo Regional dos Açores tem vindo a falhar todos os prazos públicos para a implementação do projeto, uma vez que o calendário assumido apontava o primeiro trimestre de 2017", referem igualmente os parlamentares.

Berta Cabral e António Ventura lembram que "este é um projeto de Portugal, pelo que o Governo se deve pronunciar sobre o continuado atraso da entrada em funcionamento do RISE, apontando as razões e avançando com datas certas", concluem.

sexta, 09 junho 2017 11:08

Abertas inscrições para o XXVIII Rali Ilha Azul Além Mar Destaque

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Estão abertas até sexta-feira, dia 9, as inscrições para o XXVIII Rali Ilha Azul – Além Mar, prova que vai decorrer entre os dias 16 e 17 de Junho nas estradas do Faial.

O Rali Ilha Azul 2017, organizado pelo CAF – Clube Automóvel do Faial, é a segunda prova do Campeonato de Ralis dos Açores, que irá trazer ao Faial os principais pilotos regionais da modalidade.

Além do Campeonato de Ralis dos Açores, a prova, que este ano apresenta um figurino diferente do habitual, conta também para o Troféu de Ralis do Canal e para o Troféu de Ralis do Faial.

O XXVIII Rali Ilha Azul - Além Mar arranca sexta-feira, dia 16 de junho, pelas 19H30, com a super-especial da Praia do Almoxarife, que habitualmente junta muito público para apreciar os pilotos e as viaturas.

A prova prossegue na manhã de sábado, dia 17 de junho, com duas passagens pelos troços Caldeira/Canada Larga (um troço novo introduzido este ano no Ilha Azul) e Caminho do Goulart/Trupes (que será percorrido em sentido inverso ao habitual).

À tarde, serão realizadas mais duas passagens pelos troços, entre Jaime de Melo e Ribeira do Cabo e entre o Vulcão dos Capelinhos e o Varadouro, este último, considerado um dos mais belos troços de ralis dos Açores.

Antes das viaturas se fazerem à estrada, nos dias da prova, será realizada uma apresentação pública das equipas concorrentes, na quinta-feira, dia 14, a partir das 20 horas, no Largo do Infante, onde será instalado o pódio.

Além do habitual patrocínio da Fábrica de Tabaco Estrela, o XXVIII Rali Ilha Azul – Além Mar, conta também com o apoio do Governo dos Açores, da Câmara Municipal da Horta e de dezenas de empresas regionais e locais.

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