Tribuna das Ilhas

Maria José

Maria José

A Representação Parlamentar do PPM vai dar entrada a uma iniciativa parlamentar que visa tornar obrigatória a informação pública regular referente aos contratos de arrendamento de imóveis realizados pela Região.

A informação foi avançada por Paulo Estevão em conferência de imprensa. 

De acordo com o monárquico, “a Representação Parlamentar do PPM apercebeu-se, através das respostas a vários requerimentos – e da ausência das mesmas – que a gestão do património imóvel da Região é, no mínimo, caótica e muito pouco transparente”, uma vez que “o Governo Regional não conseguiu identificar corretamente o seu património imóvel no âmbito do pedido de informação que lhe foi feito e continua - 84 dias depois do Requerimento respetivo ter dado entrada e 24 dias após o prazo legal - a não revelar o valor dos contratos de arrendamento de imóveis realizados com privados.”

Foi no evento “Maratona de Leitura” organizado segunda-feira pela Biblioteca Pública da Horta que Victor Rui Dores revelou “um cheirinho” da sua nova obra “O Ouvido que Escreve” que será apresentado em Maio no Faial.

Victor Rui Dores um livro novo quase pronto a ser editado “ O Ouvido que Escreve”, do que trata esta obra?
“O Ouvido que Escreve” surge porque estou neste ano de 2017 a comemorar 40 anos de escrita publicada. Foi em 1977 pela mão do meu antigo professor de português Padre Coelho de Sousa que foi publicado um poema meu no jornal angrense A União e portanto achei por bem que, para comemorar estes anos de escrita publicada, reunisse neste livro a que dei o título de “ O Ouvido que escreve”, o best off de tudo o que escrevi desde a adolescência até a idade madura.
Não é uma antologia, estão aqui os meus melhores poemas, que eu próprio seleccionei por etapas e por fases da minha vida vivida: a uma primeira fase, a fase da adolescência, a segunda fase da Universidade e do serviço militar e uma terceira face, a minha fase de professor a viver na cidade da Horta.
O livro é da editora “Blue Edições” terá um primeiro lançamento na ilha Graciosa, a minha ilha natal, depois irei para a Terceira e suponho quem em finais de maio o lançamento seja feito aqui na biblioteca da Horta.

Porquê a escolha deste título?
Ora muitos críticos andaram para aí a escrever que a minha poesia é muito “cantabile”, ou seja, que a minha poesia é muito musical, e isto tem a ver com o facto de me ter iniciado na poesia não a escrever poemas de amor para as minhas amigas, mas a escrever letras para canções e portanto sempre tive o cuidado da palavra musical, sempre tive o cuidado das vogais abertas e “ O Ouvido que escreve” tem haver com isso, com a musicalidade que há na minha poesia.

Porquê poesia e não prosa? Tendo em conta que também a prosa faz parte da sua vida e temos visto várias crónicas suas?
Há 4 anos publiquei um livro de algumas das minhas crónicas a que dei o nome de “ Crónicas Insulares”, porque todas elas tinham sido publicadas em primeira mão no “Diário Solar”.
A poesia, porque eu achei também por bem fazer uma arrumação dos meus poemas. Tenho aqui dez poemas que estão inéditos mas a maior parte deles foram publicados em pequenas tiragens e muitos estavam dispersos por revistas e por jornais. Isto também foi uma forma que encontrei para dar uma arrumação à minha poética e ela aqui está toda. É obvio que o meu melhor livro será sempre aquele que ainda não escrevi, mas para já, digamos que está aqui o melhor que fiz no campo da poética.

Ouvimos aqui um poema dedicado à Cidade da Horta e o que me saltou assim à vista foi o verso “amo-te cidade, amo-te Horta”, isto é verdade?
É verdade … porque eu escolhi viver na Horta e estou cá há 36 anos, é uma cidade que me recebeu de braços abertos, é uma cidade à qual estou ligado por laços naturalmente familiares, afetivos e profissionais. Esta declaração de amor à Cidade da Horta é uma declaração de amor e de humor também. A Horta é uma cidade feminina, bela, uma cidade que se virou para o mar, é uma cidade que tem o Pico à sua frente, que tem um passado glorioso, portanto a minha declaração de amor está por aí-

Este poema é um dos inéditos?
Este poema não é inédito, mas entretanto foi sofrendo, ao longo dos tempos, alterações. Lembro-me que um dos versos foi escrito numa altura em que o Teatro Faialense ainda não estava totalmente recuperado e eu dizia “o teu teatro arruinadíssimo”, portanto foi atualizado e hoje está atual, até ao dias em que estamos.
É um livro, e eu sei que a poesia não está na moda, “a poesia não tem a cotação do dólar americano”. O meu editor diz que é fácil editar livro que difícil é vende-los. Eu nestas coisas quero dar aqui uma homenagem ao Mário Duarte o meu editor, que tem a coragem de publicar poesia numa altura que a poesia não está na moda e que não vende. Aliás eu costumo citar o Jorge Nascimento” que foi um corvino que foi o primeiro editor de Pablo Neruda que dizia “ editar livros de poesia é uma forma elegante de suicídio”.

Quais são as expetativas que tem para o livro?
Na minha expetativa é de que seja bem acolhido pelo público, porque tem uma poesia muito direta, eu não sou das hermenêuticas, eu não sou das poesias opacas, o meu poema tal como o título diz “ O Ouvido que Escreve”, é uma palavra para ser dita, para ser entendida, para ser musicada, portanto espero que o livro seja bem recebido por todos.

A Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça promoveu segunda-feira uma maratona de leitura com o propósito de comemorar o Dia Mundial do Livro.
“A exemplo dos anos anteriores, resolvemos lançar este tipo de iniciativa porque nos pareceu uma forma adequada para trazer o livro para a rua, para falar do Dia Mundial do Livro, dos grandes autores, dos grandes escritores, para despertar o gosto pela leitura, especialmente junto das camadas mais jovens, mas por outro lado tentamos também que o evento abrangesse os vários tipos de público, tivemos participação quer dos mais jovens mas também do público mais maduro e também de idosos, foi mais um contributo para a promoção do livro, para a promoção do gosto pela leitura”, frisou o diretor da Biblioteca, Luís San Bento à nossa reportagem.
Durante todo o dia passaram pela Biblioteca várias centenas de pessoas, de várias idades. Ao Tribuna das Ilhas Luís San Bento afirma que “foi fácil encontrar pessoas que quisessem dar o seu contributo nesta iniciativa. Contatei, os nossos leitores habituais, os frequentadores da biblioteca e os utilizadores, portanto pessoas que costumam passar pela biblioteca, que participam nas atividades, mas também com a ajuda de outras pessoas, tentámos alargar este mesmo público.”
Sobre a recetividade das pessoas a esta iniciativa o responsável pela Biblioteca afirma que “as pessoas reagiram bem, participaram com boa vontade, eu estou-lhes grato pela disponibilidade que mostraram.”
Neste momento, está patente uma pequena amostra bibliográfica alusiva ao 25 de abril na sala de leitura da biblioteca e também na biblioteca infantil.
Na amostra bibliográfica, foram incluídas as primeiras páginas dos jornais do Faial na altura do 25 de Abril, a ideia foi mostrar como é que o 25 de Abril aparece refletido na imprensa faialense.
A 23 de abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
A data tem como objetivo reconhecer a importância e a utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura na população.
Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação, e elemento fundamental no processo educativo.
A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov. O dia 23 de abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare.
A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e para o desenvolvimento económico.
 

Realizou-se no Faial nos dias 21, 22 e 23 de abril o Campeonato Regional de Seniores femininos de basquetebol que contou com a presença de dois clubes – Fayal Sport Club e Sport Clube Lusitânia.

No primeiro dia de prova o Fayal Sport Club venceu o Lusitânia por 39 x 36. No segundo jogo verificou-se uma vitória do Lusitânia também por 3 pontos de diferença, 45 x 42 e a vitória do terceiro jogo foi do Lusitânia por uma diferença de 5 pontos.

O Grupo de Cordas Ilha Negra, da Casa da Música da Candelária do Pico apresentou-se na ilha de São Jorge neste passado fim de semana. O Auditório das Velas foi anfitrião para esta estreia, na ilha dragão, e recebeu uma audiência atenciosa e recheada de ilustres, incluindo o Presidente do Governo Regional dos Açores, que aplaudiram de pé à atuação eletrificante.
 
 
Composto por oito elementos e um repertório ecléctico que vai desde música clássica, incluindo composições do "Rei da Valsa" Johann Strauss, passando por uma rapsódia do Fado Português, acentuando como a primeira expressão artística a ser declarada Património Imaterial da Humanidade em Portugal. Para homenagear todos os açorianos e açorianas que continuam a lutar pela sua terra, costumes e tradições, o grupo apresentou uma rapsódia de música tradicional açoriana e ainda a estreia, fora de casa, da nova composição original: Ilhas do Triângulo, marcando, assim, o primeiro concerto do grupo na ilha de São Jorge, depois de já ter passado pelo Museu da Horta, no Faial, e muitas atuações no Pico. 
 
 
Ilhas do Triângulo, com letra de Victor Rui Dores, teve as vozes de Vasco Paulos e Sara Dias para o palco jorgense. Laurindo Cardoso, compositor da nova peça, e fundador do grupo, expressou que são "estes tipos de atuações que nos dão vida e nos alimentam em todos os ensaios necessários para se criar e levar o trabalho mais além". Os comentários de parabéns do Presidente do Governo Regional dos Açores, Dr. Vasco Cordeiro, também são um grande incentivo para todos os elementos do grupo continuarem este processo de aprendizagem e de partilha pelas nossas ilhas.
 
 
A encerrar a noite, em conjunto com os Tocadores de Viola da Terra de São Jorge, que partilharam o palco para este grande evento em São Jorge, os dois grupos levaram a audiência colocar-se de pé, com a tradicional Chamarrita.
 
 
O Grupo de Cordas Ilha Negra, abraçado pela associação MiratecArts, já tem um calendário extenso de apresentações. Em Maio, o grupo apresenta-se no Visitarte - o festival de artes em casas rurais, e, em setembro, na segunda edição do Festival Cordas, onde vai estrear novo repertório que, de certeza, vai deliciar todos os açorianos e as nossas comunidades, pelo mundo fora.
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