Tribuna das Ilhas

Maria José

Maria José

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista “saúda e enaltece todos os movimentos cívicos que permitam dar voz ao povo, através da discussão, participação e troca de informações sobre os assuntos da atualidade que preocupem os cidadãos”, afirmou o deputado do PS, Carlos Silva, no âmbito da sessão Plenária desta quarta-feira, sobre a petição “Contra a construção do Azores Aquarium no Porto de Ponta Delgada”.

O deputado socialista reforçou a ideia de que “um projeto desta natureza deve obedecer a rigorosas normas de bem-estar animal e que a sua aprovação terá de ser sempre precedida da apresentação pública do estudo de impacte ambiental e respetivo debate e partilha de informação”.

Carlos Silva mencionou que o Governo Regional “irá exercer o seu papel fiscalizador”, acrescentando que o um futuro projeto para o investimento deverá assentar “na defesa, proteção e na preservação do património ambiental e cultural, aliando a boas práticas ambientais com uma oferta turística diversificada e qualificada”, sendo esta uma “estratégia do Governo dos Açores para o Turismo”.

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista “vê com agrado o interesse em investir e criar emprego na Região, reforçando assim a aposta na oferta turística qualificada, de valor acrescentado para a economia e garantindo a preservação dos nossos recursos naturais”. No entanto, ficou claro no âmbito da Comissão de Economia que cabe à autarquia licenciar este investimento, tendo ao seu dispor um instrumento de participação cívica e abertura a sociedade civil como o referendo local;

O Partido Socialista da Ilha do Faial “repudia as afirmações proferidas, no passado dia 19 de abril, pela Comissão Política do PSD Faial, relativas à requalificação da frente mar da cidade da Horta, através de um comunicado que usa a crítica destrutiva como forma fácil de fazer política”.

No comunicado enviado às redacções os socialistas afirmam que “com esta atitude, o PSD revela apenas a sede de poder dos seus responsáveis e o desnorte nas afirmações proferidas quando defende o investimento, vota-o favoravelmente, mas acusa-o de falta de articulação com outros investimentos estruturantes, justamente quando se sabe que ele integra mais de 4 dezenas de outros subprojectos e é, seguramente, o mais participado de sempre no concelho da Horta e o de maior complexidade, projetando a ilha do Faial num horizonte superior a 50 anos.”

“Não só é este PSD, um PSD da “gestão política eleitoralista” como um PSD da “gestão miserabilista” e que, na verdade, devia ter vergonha de contestar o adiamento de uma obra, que nunca esteve adiada desde o arranque deste projeto, para antes sim aplaudir a concretização da sua fase mais visível”, frisam os socialistas da ilha Azul.

 O Secretariado de Ilha do PS/Faial acusa ainda o PSD de “fazer a crítica pela critica” e de  “esquece-se que concordou, em sede de Conselho de Ilha, que esta era uma obra prioritária, a realizar na ilha do Faial, e que até votou na Câmara Municipal favoravelmente à sua realização e que ainda votou aprovou as ditas intervenções de reabilitação de que acusa o PS, já efetuadas na Avenida 25 de Abril, e que têm permitido manter a funcionalidade e a imagem da nossa cidade, também junto de quem nos visita.”

O PS vai mais longe e diz ainda que “com esta atitude o PSD só demonstra aos faialenses que não está preparado para assumir a gestão da Câmara Municipal, pois não se lhe conhecessem ideias, projetos nem soluções, só críticas, protestos e pedidos de demissão, atacando tudo o que mexe e que pode ser utilizado para criar mais um facto político.”

O PS afirma ainda não se rever nesta forma de fazer política pelo que rejeita “a política da desinformação perpetrada pelo PSD, e aplaude o trabalho que está a ser realizado pela Câmara Municipal da Horta que, inclusive, previu a execução da frente mar em cinco unidades, de forma a garantir a funcionalidade e a mobilidade das pessoas dentro da cidade, e a aplicação de fundos comunitários do PO 2020, para que sejam garantidas todas as condições, entre as quais ao nível do próprio saneamento básico, que o PSD tanto gosta de falar mas que se esquece, demagogicamente, que o mesmo já está a ser realizado, de forma parcelar, nos investimentos que se encontram programados e em curso.”

Vinte e um casais, pais ou futuros papás, receberam esta quinta-feira das mãos do Presidente da Câmara Municipal da Madalena um kit de natalidade, visando apoiar as famílias, neste momento único na vida dos casais.

Fraldas, toalhitas, óleos e hidratantes são alguns dos muitos produtos que compõem o kit oferecido pela autarquia, com o intuito de incentivar a natalidade, combater a desertificação e contribuir para a fixação da população jovem.

O projeto pioneiro na ilha, que nos quatro meses de 2017 já fez as alegrias de 37 casais, preconiza ainda o acompanhamento dos recém-nascidos, nos primeiros 60 dias de vida, sempre que solicitado pelos progenitores ou pelos seus representantes legais.

A aposta em políticas públicas promotoras de uma inclusão social plena e incentivo à natalidade são cruciais para a Câmara Municipal da Madalena, que tem desde sempre empenhado os seus melhores esforços em prol do combate ao envelhecimento populacional e ao incentivo à captação de jovens.

quinta, 20 abril 2017 14:06

CMH apresenta projeto para a Frente Mar

São cerca de 10 milhões de euros que a Câmara Municipal da Horta, vai investir até 2022, na obra de requalificação da frente-mar da cidade, obra que considera prioritária para o futuro do concelho.
A informação foi avançada pelo presidente da CMH, José Leonardo Silva, que disse ainda "este projeto representa uma mudança de paradigma. Queremos projetar a cidade para os próximos 50 anos", sublinhou o presidente da autarquia em conferência de imprensa para apresentação do projeto final.”
A obra, que contempla a requalificação de cerca de uma dezena de artérias citadinas, a construção de um jardim junto ao mar e a criação de parques de estacionamento, foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara.
"Este foi o projeto que teve maior discussão em todo o concelho", destacou o presidente da CMH, recordando que cerca de "um milhar de pessoas" se pronunciaram sobre a obra, durante a fase de discussão pública do projeto, que foi lançado a concurso em 2012.
A obra, que será dividida em cinco fases, contempla intervenções em todo o litoral da cidade da Horta, englobando 42 projetos específicos de intervenção, com o intuito de requalificar a cidade e melhorar as acessibilidades.
"Esta obra permitirá criar mais emprego e dar um novo impulso à nossa economia", reforçou o autarca, garantindo que apesar da complexidade da intervenção prevista, os trabalhos vão arrancar "ainda este ano".
Um dos objetivos inicialmente propostos, quando foi lançado o estudo prévio de requalificação da frente-mar, era o de reduzir o tráfego de viaturas pesadas no centro da cidade, embora esse propósito estivesse dependente do arranque da 2ª fase da variante à Horta, que nunca avançou.
Confrontado com esta aparente contradição, José Leonardo Silva disse aos jornalistas que o objetivo de reduzir o trânsito de pesados mantém-se, mas garantiu que a Câmara da Horta "não vai esperar por ninguém", uma vez que "uma obra não invalida as outras".
As várias intervenções previstas até 2022 na frente-mar da cidade têm um custo aproximado de dez milhões de euros, contemplando intervenções em áreas geridas pelo Governo Regional e pela empresa pública Portos dos Açores, SA.
José Leonardo Silva frisou na ocasião que “esta intervenção vai decorrer desde a Igreja das Angústias até ao Parque Vitorino Nemésio. Queremos virar a cidade ao mar e vamos devolver os espaços às pessoas, tendo em linha de conta a mobilidade das mesmas. Queremos que as pessoas se sintam donas da sua cidade e da sua ilha”, acrescentou o edil focando ainda a importância dos cidadãos proprietários das moradias situadas junto das zonas intervencionadas reabilitarem também o seu parque habitacional.”


 

“A grande conclusão que se retira deste debate é que o setor da carne está pujante e em crescimento nos Açores. De 2015 para 2016 nós crescemos 19,5% esta é que é a grande conclusão”, afirma José San-Bento. O deputado do Grupo Parlamentar do Partido Socialista falava na sessão Plenária desta quarta-feira em que foi debatida a interpelação do PCP sobre o setor da carne.

Face à reivindicação de mais apoios para a exportação de gado vivo - um apoio que foi pontualmente atribuído quando o setor precisava de benefícios para ultrapassar uma conjuntura muito difícil -, José San-Bento recordou qual a estratégia defendida pelo PS: “Há muito tempo defendemos que em vez de exportarmos animais vivos, a prioridade deveria ser o abate desses animais na Região, para termos um salto na cadeia de valor e deixando, assim, mais riqueza nos Açores”.

No entanto, como fez questão de afirmar o deputado socialista, “isso não significa que se deixe de exportar gado vivo, mas apenas que essa prática deve ser a exceção a uma prioridade de valorização do setor da carne, que crie mais riqueza para os nossos agricultores e para os Açores, proporcionada pelo abate do gado nas ilhas da Região”. O Grupo Parlamentar do PS Açores também reconhece que há respostas que ainda são necessárias para o setor, “Há alguns problemas em algumas ilhas, que têm de ser corrigidos e que eu confio que serão corrigidos (…) Quem resolveu o grande problema não deixará de resolver o pequeno problema”.

Também o deputado António Parreira destacou os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos, realçando os bons resultados que foram alcançados. “O setor da carne nos Açores, na ultima década e meia, sofreu uma evolução sem paralelo”, como por exemplo, com “a melhoria da genética do efetivo produtor”, com a “obtenção de animais com vocação para a carne”, entre outros. Merece, também, destaque os progressos a nível da sanidade animal que permitem afirmar: “Hoje na Região Autónoma dos Açores temos uma sanidade animal de excelência”.

Vários foram os deputados do Grupo Parlamentar do PS Açores que, durante o debate, realçaram o empenho dos diversos intervenientes que contribuíram para o crescimento dos números: “Só foram possíveis com o esforço de todos, do Governo Regional dos Açores, dos representantes dos produtores e dos próprios produtores. Só assim é possível termos o setor que temos hoje”.

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