Tribuna das Ilhas

Maria José

Maria José

 O quinto Encontro de Escolas de Ciclismo celebra o 27º aniversário do Grupo Desportivo da Feteira

A freguesia da Feteira, concretamente o recinto desportivo do Grupo Desportivo da Feteira, recebe o V Encontro de Escolas de Ciclismo do Faial, pelas 14:30 no sábado dia 22 de Abril.

Este horário mais cedo que o habitual, visa permitir a participação dos jovens ciclistas da equipa picoense Perdidos pelo Pico, que será a primeira vez que irão participar num Encontro de Escolas de Ciclismo.

Na próxima, terça-feira, dia 25 de Abril, começa a luta pela conquista da Taça Ilha Azul, em ciclismo de estrada. 

O Troféu "27º aniversário do Grupo Desportivo da Feteira" marca o aniversário da equipa feteirense, com o apoio da Junta de Freguesia da Feteira, mas marca também o inicio da Taça de estrada.

"Este ano temos a estreia de Leandro Escobar (Ribeirinha Ativa/Ourivesaria Olimpio) a competir para a Geral,  e esperamos a reedição da luta que temos tido no BTT, com Miguel Nunes (Grupo Desportivo Cedrense) que também ambiciona a vitória. Mas não nos podemos esquecer do experientissimo João Cardoso (Grupo Desportivo da Feteira) que apesar da sua idade continua a ser um pesadelo para o mais novos. António Dutra (Ribeirinha Ativa/Ourivesaria Olimpio) é sempre uma forte aposta para a vitória, Nuno Carvalho (Grupo Desportivo da Feteira), nós últimos anos tem se mantido nos lugares cimeiros, também ele poderá ser um candidato", pode ler-se na página da ACA.

A grande incógnita deste ano na Taça Ilha Azul é a estreia na competição de estrada, das duas equipa picoenses, os Perdidos Pelo Pico e o São João. No BTT já mostraram ter qualidade para lutar pelos lugares cimeiros serão capazes de lutar pela vitória nas provas de estrada.

Com a inclusão das duas equipas picoenses, uma das cinco provas da Taça Ilha Azul irá disputar-se na ilha do Pico, uma forma de promover ainda mais o ciclismo na ilha vizinha e das equipas locais mostrarem-se ao seu público.

Nos juniores e cadetes augura-se também lutas animadas para a conquista do título. 

Segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, em março de 2017 existiam menos 10% de desempregados em comparação com o período homólogo de 2016.

O arquipélago dos Açores segue assim a tendência do país em que se verifica uma diminuição do desemprego, demonstrando, de acordo com Carlos Silva, “o caminho positivo que a economia regional e nacional está a realizar e que favorece a criação de postos de trabalho”.

O número de desempregado inscritos nas Agências para a Qualificação e Emprego dos Açores diminuiu na ordem dos 1 060, comparativamente a março de 2016. De registar também a diminuição registada face ao mês de fevereiro deste ano.

“Não podemos deixar de valorizar o facto do número de desempregados inscritos nos Açores ser atualmente o mais baixo dos últimos cinco anos”, lembrou o parlamentar.

Mesmo assim, Carlos Silva garante que “estes números não descansam o Partido Socialista que continuará o seu esforço para que aquelas pessoas que ainda não viram a sua situação resolvida, consigam, a curto prazo, um posto de trabalho que lhes permita rendimento e valorização pessoal”.

O grupo parlamentar do PSD/Açores considera que a satisfação manifestada pelo secretário regional da Agricultura, João Ponte, com o aumento dos abates de bovinos na Região e a diminuição da exportação de gado vivo não reflete a preocupação do Governo com a viabilidade e a rentabilidade das explorações nas condições atuais.

Segundo António Almeida, deputado do PSD/Açores, o Governo que criou expectativas junto dos produtores é o mesmo que permite a redução dos apoios unitários públicos e deixa que se façam rateios com redução de 18%, levando a uma perca superior à margem de lucro do produtor.

“Se dispomos de um conjunto de apoios da União Europeia, ao mesmo tempo em que passamos a ter um rateio de 18%, se calhar estamos a pôr em causa o lucro das explorações que se candidataram a esses apoios com um conjunto de pressupostos que agora estão defraudados”, explica o deputado. 

Neste quadro, António Almeida estranha que o secretário regional da Agricultura tenha admitido hoje que não é possível prever o aumento do POSEI, quando recentemente João Ponte assumiu que ia negociar com a Comissão Europeia o aumento das verbas do POSEI ou do Prorural+, 

Para o parlamentar do PSD/Açores, face ao quadro de incerteza, há uma de duas medidas a seguir pelo executivo açoriano em prol da carne dos Açores: “Ou há uma intervenção nos Fundos Regionais ou há uma alteração da política das candidaturas, sob pena de sempre que aumentar o número de candidaturas, menos competitivos ficarem os produtores que se candidatam aos apoios”.

“Aqui já não vai haver tempo para cortesia! É preciso tomar decisões”, insistiu António Almeida, para frisar que há decisões que têm de ser tomadas a nível regional, se não forem negociados com a Comissão Europeia os pressupostos do POSEI, programa que tem muitos anos e é construído com base numa situação de mercado completamente diferente da atual.

Essas decisões passam por compensar os produtores que se candidatam às ajudas ou por rever o número de candidaturas para que o efeito dos apoios não seja contrário à garantia de rendimento das explorações, explica o parlamentar social-democrata açoriano.  

O deputado do PSD/Açores deixou ainda críticas ao Governo socialista da Região por recorrer sistematicamente ao argumento da volatilidade dos mercados para justificar a ineficácia das políticas definidas para o sector.

“Não vale a pena falar apenas na rede de abate, na modernização dessa rede, se não houver a montante e a jusante uma política concertada para cada uma das ilhas relativamente ao que vai acontecer ao nível da produção e ao que acontece depois nos mercados”, defendeu. 

“Temos de ter a capacidade e a previsibilidade para amortecer os impactos negativos que possam decorrer dessas oscilações de mercado. Se não formos capazes, é aí que entram os fundos públicos, designadamente do Governo regional, que é quem detém os instrumentos de política financeira e política económica na Região”, lembrou, acrescentando que é o Governo quem tem de criar condições para que os operadores nos mercados possam conquistar novos mercados e novos produtos.  

“O objetivo último, na fileira da carne, é transformar o mais possível nos Açores, para que toda a mais-valia fique na Região. Fazer investimentos numa perspetiva estrutural e depois não perceber que o objetivo final é vender bem no mercado certo, ao consumidor certo, significa que vamos perder todo esse investimento em infraestruturas no final da cadeia”. 

O PSD/Faial considerou   que a recente apresentação pública do projeto para a requalificação da Frente Mar da cidade da Horta confirma “as carências esperadas em torno da iniciativa”, nomeadamente “a falta de articulação com outros investimentos estruturantes para a ilha e para a cidade, como a 2º fase do reordenamento do Porto, ou a construção da 2ª fase da Variante à Horta, este último cancelado pelo Governo Regional”, referem em comunicado.

“Não contestamos a intervenção, mas sim o adiamento que a mesma sofreu ao longo dos anos, a falta de articulação com outros investimentos e a gestão eleitoralista que a Câmara da Horta e o Governo Regional têm feito da situação”, avançam os social democratas.

A comissão política presidida por Estevão Gomes reforçou a necessidade “de uma intervenção global e integrada na Frente Mar da Horta, mas devidamente estudada e capaz de potenciar a modernização e o desenvolvimento da cidade”.

“Os anos têm-se passando e, entre desculpas, contradições e promessas não cumpridas, a intervenção continua por concretizar”, criticam, lembrando que, ao contrário do que se impunha fazer, “as sucessivas câmaras socialistas optaram por efetuar, designadamente na Avenida Marginal, pequenas intervenções desconexas e sem um projeto ou visão unificadora”.

O PSD local critica igualmente “a gestão meramente eleitoral que Câmara e Governo têm feito do assunto, se não vejamos: Em 2008 o presidente da Câmara anunciou que o Governo ia fazer um estudo prévio para a frente mar da cidade da Horta”

“Em 2011, o compromisso era de parceria com a Câmara Municipal, com o Governo a dizer que iria vai realizar o projeto com vista à requalificação da via marginal”.

“Em 2012, o Governo e a Câmara assinaram um contrato ARAAL de 325 mil euros, para estudos e projetos necessários à intervenção”.

“Em fevereiro de 2016, voltam a assinar novo contrato, desta feita no valor de 150 mil euros, para o mesmo fim”.

“E em fevereiro de 2017, as mesmas entidades celebram uma alteração ao contrato de fevereiro de 2016. Tem sido esta a gestão, nos últimos nove anos, de uma das mais importantes obras a efetuar na ilha do Faial”, frisam os social democratas.

“Gastou-se dinheiro dos contribuintes, e pelo meio ainda se fizeram obras que contribuído mais para destruir a imagem da Avenida Marginal do que para a requalificar”, lamenta o PSD/Faial.

A estrutura presidida por Estevão Gomes defende ainda que a intervenção “devia igualmente ter em conta o processo do saneamento básico, para que as verbas fossem aplicadas de modo adequado, nomeadamente as provenientes de fundos comunitários”, concluem.

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