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PPM Paulo Estevão acusa Governo de tentar impedir refeições escolares TI
15
junho

PPM Paulo Estevão acusa Governo de tentar impedir refeições escolares

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Política

No âmbito da visita à exposição sobre o mar profundo dos Açores, Tribuna das Ilhas visitou ainda o Gabinete de Representação dos Açores em Bruxelas.
Frederico Cardigos, coordenador do Gabinete, afirma que após ter começado a sua atividade há seis meses a representação dos Açores em Bruxelas já tem tido “algumas consequências bastantes  interessantes” para a Região.

No passado dia 12 de junho, Paulo Estevão, deputado do PMM eleito pelo círculo eleitoral do Corvo para a ALRAA, acusou o Governo dos Açores de não cumprir a sua palavra e de “estar a adiar e a tentar impedir, por todos os meios, a resolução do processo de fornecimento de refeições escolares à Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.
“Na sequência da greve de fome que realizei a propósito do fornecimento de refeições escolares aos alunos do Corvo, o Governo Regional comprometeu-se a garantir o fornecimento de refeições escolares através da Santa Casa da Misericórdia do Corvo (SCMC)”, disse, acrescentando que ficou ainda previsto a “obrigatoriedade de o Governo Regional acionar outros mecanismos de fornecimento das refeições se a SCMC não estiver em condições de o fazer”.
O deputado afirmou revelou que a escola do Corvo remeteu para a Direção Regional da Educação, há mais de 40 dias, o Caderno de Encargos referente ao fornecimento de refeições escolares que pretende remeter para diversas entidades”, solicitando que a Direção Regional desse o seu parecer, nomeadamente sobre as questões jurídicas e administrativas.
Contudo, Paulo Estevão acusa o Secretário Regional da Educação, Avelino Menezes, de dar “ordem direta” aos serviços da Direção Regional da Educação para não “responder ou prestar qualquer apoio à escola”, o que para o deputado não é mais do que “um ato cínico, cobarde e desprezível”.
Neste sentido, o deputado do PMM comprometeu-se a “financiar inteiramente, através do meu património pessoal, a aquisição dos equipamentos necessários para a sala que será utilizada como cantina escolar”.
Paulo Estevão avançou ainda que se no início do próximo ano letivo as crianças e jovens daquela escola ainda não tiverem acesso a refeições escolares, ele próprio iniciará uma “nova forma de luta cívica em forma de uma vigília permanente junto do Palácio de Sant’Ana”.
No contexto da conferência, o deputado aproveitou para anunciar que ia retirar naquela tarde a proposta referente à construção de uma cozinha escolar na escola do corvo e que voltará a esta solução “após as eleições de 2020, depois da saída do poder regional por parte do PS/Açores. 

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