Tribuna das Ilhas

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, questionou, esta segunda-feira, o Governo Regional sobre eventuais conversações que a companhia aérea de baixo custo Ryanair diz estar a manter com a Região no sentido de vir a abrir novas rotas no arquipélago.

Num requerimento entregue no Parlamento dos Açores, Artur Lima lembra declarações públicas e recentes do Diretor de Operações da companhia aérea de baixo custo Ryanair, proferidas, no âmbito de uma conferência de imprensa, em Ponta Delgada, para apresentar a operação do próximo Inverno daquela companhia nas ligações que efetua de e para os Açores, onde aquele responsável pela companhia afirmou que “existem conversações com o Governo dos Açores para criar novas rotas no arquipélago”.

Ora, vindo esta afirmação de um diretor de uma empresa de aviação concorrente com do Grupo SATA, do qual a Região é acionista maioritária, o Líder Parlamentar popular entende que é fundamental “perceber que intenções tem o Governo Regional relativamente à abertura de novas rotas por parte de uma companhia privada estrangeira”.

Assim, Artur Lima questiona o executivo socialista sobre “que conversações tem mantido o Governo Regional com a companhia aérea de baixo custo Ryanair?” e que “novas rotas está o Governo Regional interessado que aquela empresa possa vir a realizar no futuro e para que ilhas?”.

Por outro lado, pergunta o Presidente democrata-cristão “que contrapartidas está o Governo Regional disposto a conceder à companhia aérea de baixo custo Ryanair para que possam ser abertas estas novas rotas?” e “porque motivo está o Governo Regional a negociar com uma companhia privada e estrangeira a abertura de novas rotas para os Açores, quando é acionista maioritário do Grupo SATA?”.

Por fim, Artur Lima quer saber se “vão estas novas rotas que se perspetivam abrir concorrer diretamente com rotas já operadas pelo Grupo SATA?” e se, “para além das conversações existentes com a Ryanair, está o Governo Regional a manter conversações semelhantes com outras companhias aéreas de baixo custo tendo em vista o mesmo fim?”.

No primeiro dia da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, Tribuna das Ilhas foi encontrar o presidente da Câmara Municipal da Horta a visitar o certame.

Em conversa com este semanário, José Leonardo Silva afirmou, à margem da sessão de abertura do BTL, que a CMH entende que “é sempre relevante marcar presença neste tipo de certames face à importância e relevância que têm no contexto nacional e internacional”.

José Leonardo Silva, presidente da Autarquia faialense afirmou que Semana do Mar, Festival Náutico e Azores Trail Run são os eventos que a CMH, em parceria com as diversas entidades, vai apresentar durante a BTL.

“Acreditamos que com este tipo de certames conseguimos atrair mais pessoas aos nossos eventos e ao Faial”, afirmou o presidente da CMH que revelou ainda que “a CMH está a encetar esforços para que as obrigações de serviço público sejam alteradas e possamos ter mais companhias a voar na Horta, mais passageiros e mais turistas. A par disto estamos a desenvolver também um documento para entregarmos ao Governo Regional e Governo da República a reivindicar isso mesmo”.

“É muito importante para o nosso futuro - da nossa economia e do nosso território - reivindicar as alterações às obrigações de serviço público. Queremos mais companhias a voar para o Faial”, frisou.

A grande aposta do Faial na BTL 2017 é, como já referimos, o Azores Trail Run, “neste momento o Trail é, em termos turísticos, a modalidade desportiva que congrega várias idades e que dá a maior projeção do Faial”, sublinhou o autarca faialense que revelou ainda que “a náutica municipal também vai ser apresentada no sábado em conjunto com a Semana do Mar”.

José Leonardo entende que “estas são duas componentes que nos diferenciam, pela positiva, das outras ilhas. Teremos que percorrer um caminho, cada vez ajustando mais os investimentos que potenciam o Faial, e estes são, claramente, dois exemplos.”

Decorreu na manhã do passado dia 19 de outubro, quarta-feira, nos Paços do Concelho, a assinatura do auto de consignação da empreitada de requalificação da Rua Cônsul Dabney e sua envolvente.

O contrato foi assinado entre a Câmara Municipal, promotora da obra, e a empresa adjudicatária que venceu o concurso público, a Tecnovia Açores, Sociedade e Empreitadas SA, no valor de um milhão, duzentos e noventa e oito mil euros e tem um prazo de execução de dez meses.
O Presidente da Câmara Municipal, José Leonardo Silva, referiu no ato que se trata de uma “obra numa via estruturante, que tem muitos serviços acumulados, desde a escola, a creche o Castelinho, o pavilhão desportivo, as secretarias” e que irá melhorar as acessibilidades na cidade, “um dos compromissos assumidos pela Câmara”, frisou o autarca. 
A intervenção prevê trabalhos ao nível de estruturas de saneamento, nomeadamente na rede de drenagem de águas pluviais e residuais domésticas, ao nível de pavimentação. A intervenção inclui ainda a Rua Marcelino Lima e os bungalows, o perfilamento e execução de passeios, bem como a criação de zonas verdes com vista a “melhorar a circulação das pessoas e também automóvel.
O autarca explicou a este respeito que a obra será feita por oito fases de forma a causar o menor transtorno possível às pessoas. A primeira intervenção será no estacionamento, por isso a autarquia já disponibilizou um parque alternativo,   atrás do pavilhão desportivo da Horta. 
Nas fases seguintes serão intervencionados os arruamentos junto ao Largo do Infante e Marina da Horta, só depois será feita a asfaltagem da Rua Cônsul Dabney. Os últimos troços a sofrer intervenção serão o cimo da rua e o arruamento entre a Rua Jaime Lopes (Feijó) e a Rua Conselheiro Terra Pinheiro.
 

Numa conferência de imprensa realizada na manhã de quarta feira, a candidatura PSD/Faial fez um balanço da pré campanha eleitoral às legislativas de 16 de outubro, destacado a problemática das acessibilidades áreas e a segunda fase da obra do porto da Horta, anunciada pelo governo “nas últimas 48 horas”.

Na sede do partido, Carlos Ferreira, cabeça de lista, deu a conhecer que depois de “ouvir vários empresários, reunir com dezenas de instituições e contactado com centenas de cidadãos”, chega à conclusão de “que os faialenses estão desiludidos, se sentem enganados e não compreendem como foi possível chegar a este estado de estagnação na ilha do Faial”.

No que se refere, “à problemática das acessibilidades aéreas ao Faial”, o candidato destaca “o mau serviço que a Sata Internacional” e o “silêncio cúmplice do Governo Regional”.

Nesse contexto e atendendo à importância do tema o candidato voltou a defender a assinatura do acordo suprapartidário. “Seria útil que as forças políticas candidatas a estas eleições dialogassem e se possível, estabelecessem um compromisso suprapartidário na defesa de mais e melhores acessibilidades ao Faial e dos investimentos que são necessários no nosso aeroporto para ultrapassar estes constrangimentos”, afirmou.

Sobre este assunto e quando questionado porque só agora o PSD apresenta esta proposta e não por exemplo aquando da privatização da ANA ou do abandono da TAP, Carlos Ferreira esclareceu que “não tendo o dever de fazer a defesa dos responsáveis que tiveram sempre presentes nesses momento”, a sua “convição é que o PSD/Faial, sempre foi muito coerente e sempre assumiu uma posição de defesa do Faial nesses momentos”, inclusive através “de comunicados públicos, mesmo na altura em que o Governo era liderado pelo PSD”, afirmou.

Defendendo, a este respeito, “que essa coerência deve ser justamente reconhecida ao partido social democrata e à sua estrutura da Ilha do Faial”, o candidato refere, que existem outras estruturas na ilha que “não mantém essa coerência e fazem variar a sua posição sobre este processo de acordo com a alternância no Governo da República”, sublinha.

Carlos Ferreira entende que, mais do que “falar do que foi ou não feito”, o que é fundamental para o partido “é o presente e a projeção do futuro” e é neste sentido, garante, que candidatura está “verdadeiramente empenhada em lutar por aquilo que é fundamental para o Faial”, considerando neste sentido “que as acessibilidades são uma área fundamental para o nosso desenvolvimento e para a nossa economia”, frisou.

Segundo Carlos Ferreira, a proposta deste acordo surge agora, por considerar que “este é momento de firmamos compromisso antes das eleições, precisamente para que as promessas, as posições e as declarações, não se fiquem em apenas promessas eleitorais que se esquecem depois do dia 16 de outubro”.

Quanto às acusações do PS de que o PSD estava a propor este acordo para fazer campanha, o candidato reconhecendo que de facto se está em período eleitoral, voltou a reforçar que esta é altura certa para “assumir compromissos e apresentar propostas para os próximos quatro anos” e mostrou-se surpreso com “a indisponibilidade, neste caso do PS para firmar esse compromisso”, concluindo que neste contexto “o PS não pretende assumir compromissos nem com as outras forças nem com os faialenses”, acrescentando ainda que “mais uma vez vamos assistir a um rol de promessas que durante os próximos quatro anos não serão cumpridas”.

Relativamente à posição das outras forças partidárias sobre este acordo, Carlos Ferreira, esclarece que “de algumas recebemos apenas silencio, de outras foi dito que, considerando que podem vir a não ser eleitos, não fazia sentido assinar o compromisso antes, mas sim após as eleições”.

A concluir este assunto candidato refere ainda, que o PSD, estará sempre “disponível para esse compromisso, independentemente dos resultados eleitorais”, entendendo ainda, que “o processo de ampliação da pista do aeroporto da Horta carece de uma decisão politica que deve ser assumida e liderada pelo Governo da Região Autónoma dos Açores, que tem também que olhar para o Faial”.

Relativamente ao anúncio do início de procedimentos para a 2ª fase da obra do porto, o cabeça de lista, denuncia que “verificamos uma aparente redução do investimento e o adensar das dúvidas sobre a sua efetiva concretização, como havia sido anunciado e prometido aos Faialenses”.

No entender de Carlos Ferreira, esta “é uma obra que já deveria estar pronta e para a qual foram inscritos 12,8 milhões de euros na legislatura que agora termina e que, não só não foi cumprida, como foi preparada nas costas dos faialenses e dos operadores portuários”. De acordo com o candidato social democrata, “o Governo Regional prepara-se para fazer mais uma aparente asneira no porto da Horta”, lembrando, que anteriormente, “o governo que encolheu o molhe norte do porto até garantir que a Horta não poderia acolher navios de turistas de grande dimensão”, prepara-se agora “para acabar de destruir as condições naturais privilegiadas da baía da Horta e do seu porto”.

“Nós, Faialenses, temos que nos unir cada vez mais em torno da defesa da nossa ilha”, disse o candidato, sublinhando que, da parte do PSD/Faial “reiteramos publicamente o nosso compromisso em colocar o Faial em primeiro lugar e em representar verdadeiramente todos os Faialenses”, terminou.

 

 

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O cabeça de lista do PSD pelo círculo do Faial às eleições de 16 de outubro, Carlos Ferreira, defendeu a criação de um “acordo supra partidário” entre todas as estruturas políticas da ilha do Faial, com vista a “firmar um compromisso comum na defesa dos investimentos que são necessários para o Aeroporto da Horta”.

O desafio foi lançado pelo candidato, após um encontro com a Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH), na manhã de terça feira.

Carlos Ferreira referiu a este respeito que, “quer a candidatura do PSD/Faial, quer a candidatura do líder Regional, já assumiram publicamente que é fundamental assumir a liderança política do processo destinado à ampliação da Pista do Aeroporto da Horta e às melhorias das condições de operacionalidade deste aeroporto”.

 

 

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