Tribuna das Ilhas

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, questionou, esta segunda-feira, o Governo Regional sobre eventuais conversações que a companhia aérea de baixo custo Ryanair diz estar a manter com a Região no sentido de vir a abrir novas rotas no arquipélago.

Num requerimento entregue no Parlamento dos Açores, Artur Lima lembra declarações públicas e recentes do Diretor de Operações da companhia aérea de baixo custo Ryanair, proferidas, no âmbito de uma conferência de imprensa, em Ponta Delgada, para apresentar a operação do próximo Inverno daquela companhia nas ligações que efetua de e para os Açores, onde aquele responsável pela companhia afirmou que “existem conversações com o Governo dos Açores para criar novas rotas no arquipélago”.

Ora, vindo esta afirmação de um diretor de uma empresa de aviação concorrente com do Grupo SATA, do qual a Região é acionista maioritária, o Líder Parlamentar popular entende que é fundamental “perceber que intenções tem o Governo Regional relativamente à abertura de novas rotas por parte de uma companhia privada estrangeira”.

Assim, Artur Lima questiona o executivo socialista sobre “que conversações tem mantido o Governo Regional com a companhia aérea de baixo custo Ryanair?” e que “novas rotas está o Governo Regional interessado que aquela empresa possa vir a realizar no futuro e para que ilhas?”.

Por outro lado, pergunta o Presidente democrata-cristão “que contrapartidas está o Governo Regional disposto a conceder à companhia aérea de baixo custo Ryanair para que possam ser abertas estas novas rotas?” e “porque motivo está o Governo Regional a negociar com uma companhia privada e estrangeira a abertura de novas rotas para os Açores, quando é acionista maioritário do Grupo SATA?”.

Por fim, Artur Lima quer saber se “vão estas novas rotas que se perspetivam abrir concorrer diretamente com rotas já operadas pelo Grupo SATA?” e se, “para além das conversações existentes com a Ryanair, está o Governo Regional a manter conversações semelhantes com outras companhias aéreas de baixo custo tendo em vista o mesmo fim?”.

Rui Martins, licenciado em farmácia, membro de diversas associações de índole cultural e ambiental no Faial. É atualmente Presidente da Comissão Política da Ilha do Faial do CDS-PP, cargo para que foi eleito em Maio de 2015, precisamente um mês antes de ter assumido responsabilidades como membro da Comissão Política Regional do partido. Já foi candidato em listas do CDS, então na qualidade de independente, nas Regionais de 2012 e Autárquicas de 2013.
Municipal na Horta.

 

Quais são os principais projetos que o seu partido gostaria de ver implementados na ilha do Faial?
Os projetos que esta equipa vê como fundamentais para o desenvolvimento do Faial passam sobretudo pelas seguintes áreas: educação, saúde, solidariedade social e aposta na economia azul.
Na educação gostaria que fosse garantido, no âmbito do curso em Ciências do Mar criado na Universidade dos Açores, que, pelo menos, o terceiro ano fosse lecionado aqui no Faial. Seria uma mais valia para a economia local, de forma transversal, por trazer alunos de outras paragens e porque com isso seriam criadas estruturas de serviços sociais (cantinas, etc), o que possibilitaria que mesmo os alunos de outras escolas, como a Escola Profissional, pudessem usufruir deles. Seria também um excelente incremento na massa critica.
Na Saúde vemos como fulcral a implementação efetiva dos cuidados paliativos, para que se pudesse controlar de forma precoce a dor e se pudesse dar dignidade e qualidade de vida a quem tem doença grave ou incurável. Na solidariedade social é urgente que projetos como o Moviment’Arte, desenvolvido pela APADIF, deixem de ser precários e que este se transforme numa valência de Centro de Atividades Ocupacionais, para continuarem a promover de forma sólida a verdadeira inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.
Na economia azul, se temos os principais bancos de pesca dos Açores ao largo do Faial, por que motivo a nossa lota não tem maior peso na Região? Por que motivo faz o pescado 8 horas de viagem até S. Miguel, diminuindo a cada hora o seu valor? É necessário ajustar o funcionamento da Lota por forma a aumentar o volume de negócio.

Que análise faz ao Faial neste momento?
O Faial atualmente está à espera da 2ª fase… A realidade mostra que não passamos disto. Lança-se um projeto, executa-se aquém do planeado a 1ª fase e depois ficamos a aguardar até cair no esquecimento.
E deixo aqui dois exemplos:
- O novo terminal de passageiros foi apresentado como um cais para utilização pelos passageiros do canal e para poder receber cruzeiros com calado até 12 m… Só que ficámos com um cais que para passageiros é sobredimensionado e para cruzeiros ficou-se por um calado até 7 m. O terminal de passageiros era urgente e as condições foram melhoradas e bem, no entanto, era preferível ter dado condições ao Clube Naval da Horta e aos operadores marítimo-turísticos que operam junto à marina, que isso sim é prioritário, e deixar para 2ª fase o cais de cruzeiros.
- A Escola do Mar dos Açores é apresentada no seguimento da existência do curso de Operador Marítimo-Turístico, curso de nível 5 (entre 12º ano e Licenciatura), podendo passar a ser lecionado nesta nova entidade. Por ineficiência dos responsáveis locais, e por pouca vontade do Governo Regional em se comprometer com a estrutura, ficámos aparentemente com uma Associação Sem Fins Lucrativos, que não pode lecionar cursos de nível 5. Basicamente é uma segunda escola profissional, quando a Escola Profissional da Horta viu imposta uma limitação ao número de cursos que poderia abrir. Servirá apenas para distribuir lugares de administração?

 

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segunda, 05 setembro 2016 15:56

CDS-PP entrega listas do Faial no Tribunal

Com o mote “Dar Valor ao Faial”, o CDS-PP entregou segunda-feira a sua lista no Tribunal. Uma formalização que contou com a presença do candidato Rui Martins e da sua equipa. João Gonçalves, Maria José Rosa, Manuel Alberto Campos, António Freitas, Noélia Escobar, Anne Mendes, Hélio Peixoto. O mandatário é Luís Freitas. Aos jornalistas referiu que “as expetativas do PP são sempre de crescimento. Achamos que temos uma equipa sólida, capaz e que pode ser uma alternativa às politicas que afetam o Faial. É recorrente dizer-se que não há alternativa e votar-se sempre nos mesmos e temos esta dualidade PS/PSD, pelo que estamos aqui para mostrar que podemos ser uma alternativa credível com os nossos projetos.” Rui Martins considera que “tem uma janela de oportunidade” no que diz respeito ao romper a tradição da dualidade de deputados eleitos, “o partido do governo e os candidatos do governo, neste momento, são uma continuidade e no Faial não fizeram um trabalho de relevo e acabaram mesmo por relegar o Faial a um esvaziamento político e é esta janela de oportunidade que temos que aproveitar porque temos projetos e soluções que podem ser alternativas viáveis de criação de emprego na nossa ilha que é o que precisamos”. O candidato afirmou ainda que resolveu encabeçar esta lista porque “estava efetivamente farto deste marasmo em que o Faial se está a tornar. Olho à volta e vejo ilhas como o Pico e São Jorge com forte poder reivindicativo, que se tem desenvolvido, e, infelizmente, no Faial os indicadores mostram que estamos a decrescer”.