A Apologia de Salazar

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Um grupo de alunos fez, em contexto de sala de aula, por um destes dias, a apologia de Salazar. Que não era verdade que houvesse analfabetismo; que Salazar criara um programa de escolarização e construíra escolas. Que não havia fome. Que não havia corrupção. Que havia muito ouro nos Bancos…
Pensei: O que andamos nós e eles a fazer na Escola? Por que razão os educadores (pais, professores), não potenciam o desenvolvimento de ferramentas de análise e de reflexão crítica para impedir o branqueamento da política do Estado Novo, quarenta e cinco anos após a revolução dos cravos? Como podemos, através da Literatura, das Artes, nomeadamente o cinema, das narrativas de quem viveu no tempo do fascismo, destruir estes mitos que estão a ressurgir em força alimentando movimentos de extrema direita? Como poderemos ensinar aos jovens a História recente, dando a conhecer objetivamente a realidade que se viveu no Estado Novo? Qual é a nossa responsabilidade coletiva face à manipulação dos factos e ao desaparecimento da memória? Como explicar o ressurgir deste discurso saudosista de Salazar?

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