Candidatura PSD/Faial faz balanço da pré campanha

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Numa conferência de imprensa realizada na manhã de quarta feira, a candidatura PSD/Faial fez um balanço da pré campanha eleitoral às legislativas de 16 de outubro, destacado a problemática das acessibilidades áreas e a segunda fase da obra do porto da Horta, anunciada pelo governo “nas últimas 48 horas”.

Na sede do partido, Carlos Ferreira, cabeça de lista, deu a conhecer que depois de “ouvir vários empresários, reunir com dezenas de instituições e contactado com centenas de cidadãos”, chega à conclusão de “que os faialenses estão desiludidos, se sentem enganados e não compreendem como foi possível chegar a este estado de estagnação na ilha do Faial”.

No que se refere, “à problemática das acessibilidades aéreas ao Faial”, o candidato destaca “o mau serviço que a Sata Internacional” e o “silêncio cúmplice do Governo Regional”.

Nesse contexto e atendendo à importância do tema o candidato voltou a defender a assinatura do acordo suprapartidário. “Seria útil que as forças políticas candidatas a estas eleições dialogassem e se possível, estabelecessem um compromisso suprapartidário na defesa de mais e melhores acessibilidades ao Faial e dos investimentos que são necessários no nosso aeroporto para ultrapassar estes constrangimentos”, afirmou.

Sobre este assunto e quando questionado porque só agora o PSD apresenta esta proposta e não por exemplo aquando da privatização da ANA ou do abandono da TAP, Carlos Ferreira esclareceu que “não tendo o dever de fazer a defesa dos responsáveis que tiveram sempre presentes nesses momento”, a sua “convição é que o PSD/Faial, sempre foi muito coerente e sempre assumiu uma posição de defesa do Faial nesses momentos”, inclusive através “de comunicados públicos, mesmo na altura em que o Governo era liderado pelo PSD”, afirmou.

Defendendo, a este respeito, “que essa coerência deve ser justamente reconhecida ao partido social democrata e à sua estrutura da Ilha do Faial”, o candidato refere, que existem outras estruturas na ilha que “não mantém essa coerência e fazem variar a sua posição sobre este processo de acordo com a alternância no Governo da República”, sublinha.

Carlos Ferreira entende que, mais do que “falar do que foi ou não feito”, o que é fundamental para o partido “é o presente e a projeção do futuro” e é neste sentido, garante, que candidatura está “verdadeiramente empenhada em lutar por aquilo que é fundamental para o Faial”, considerando neste sentido “que as acessibilidades são uma área fundamental para o nosso desenvolvimento e para a nossa economia”, frisou.

Segundo Carlos Ferreira, a proposta deste acordo surge agora, por considerar que “este é momento de firmamos compromisso antes das eleições, precisamente para que as promessas, as posições e as declarações, não se fiquem em apenas promessas eleitorais que se esquecem depois do dia 16 de outubro”.

Quanto às acusações do PS de que o PSD estava a propor este acordo para fazer campanha, o candidato reconhecendo que de facto se está em período eleitoral, voltou a reforçar que esta é altura certa para “assumir compromissos e apresentar propostas para os próximos quatro anos” e mostrou-se surpreso com “a indisponibilidade, neste caso do PS para firmar esse compromisso”, concluindo que neste contexto “o PS não pretende assumir compromissos nem com as outras forças nem com os faialenses”, acrescentando ainda que “mais uma vez vamos assistir a um rol de promessas que durante os próximos quatro anos não serão cumpridas”.

Relativamente à posição das outras forças partidárias sobre este acordo, Carlos Ferreira, esclarece que “de algumas recebemos apenas silencio, de outras foi dito que, considerando que podem vir a não ser eleitos, não fazia sentido assinar o compromisso antes, mas sim após as eleições”.

A concluir este assunto candidato refere ainda, que o PSD, estará sempre “disponível para esse compromisso, independentemente dos resultados eleitorais”, entendendo ainda, que “o processo de ampliação da pista do aeroporto da Horta carece de uma decisão politica que deve ser assumida e liderada pelo Governo da Região Autónoma dos Açores, que tem também que olhar para o Faial”.

Relativamente ao anúncio do início de procedimentos para a 2ª fase da obra do porto, o cabeça de lista, denuncia que “verificamos uma aparente redução do investimento e o adensar das dúvidas sobre a sua efetiva concretização, como havia sido anunciado e prometido aos Faialenses”.

No entender de Carlos Ferreira, esta “é uma obra que já deveria estar pronta e para a qual foram inscritos 12,8 milhões de euros na legislatura que agora termina e que, não só não foi cumprida, como foi preparada nas costas dos faialenses e dos operadores portuários”. De acordo com o candidato social democrata, “o Governo Regional prepara-se para fazer mais uma aparente asneira no porto da Horta”, lembrando, que anteriormente, “o governo que encolheu o molhe norte do porto até garantir que a Horta não poderia acolher navios de turistas de grande dimensão”, prepara-se agora “para acabar de destruir as condições naturais privilegiadas da baía da Horta e do seu porto”.

“Nós, Faialenses, temos que nos unir cada vez mais em torno da defesa da nossa ilha”, disse o candidato, sublinhando que, da parte do PSD/Faial “reiteramos publicamente o nosso compromisso em colocar o Faial em primeiro lugar e em representar verdadeiramente todos os Faialenses”, terminou.

 

 

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