CDU/Açores – Judite Barros é a 1ª candidata às Legislativas de 30 de janeiro

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No dia 30 de novembro a CDU apresentou a primeira candidata do círculo eleitoral dos Açores, a professora Judite Barros, que reside e trabalha na Ribeira Grande, em São Miguel.
Depois de ter sido apresentada pelo mandatário regional, o professor Aníbal Pires, a candidata quis sublinhar que, conjuntamente com os outros elementos da lista, a ser oportunamente apresentados, representativos de todas as ilhas do Arquipélago, de diversos quadrantes profissionais e de diferentes idades, se prepara para um trabalho consciente, honesto e competente, defendendo as ideias estruturantes da CDU e pugnando pelo melhor para todos, em todos os pontos do território, e a começar pela Região Autónoma dos Açores.
Depois de ter explicado as razões pelas quais a proposta de Orçamento do Estado avançada pelo governo foi rejeitada tanto pelo PCP como pelo PEV, Judite Barros enumerou as numerosas propostas que irão constituir o cerne da ação política dos eleitos pela CDU, e que são outras tantas formas de encetar um caminho alternativo de desenvolvimento económico e social.
Os eleitos da CDU considerarão o aumento geral dos salários como emergência nacional, e lutarão pela revogação das normas gravosas da legislação laboral, incluindo a caducidade da contratação coletiva. Trata-se em primeiro de combater a precariedade, e de dignificar carreiras e profissões, valorizar o trabalho e os trabalhadores. Se realmente se quiser promover a natalidade, inverter a quebra demográfica e travar a emigração, é igualmente imprescindível assegurar estabilidade no emprego, e garantir os direitos das crianças e dos pais promovendo uma rede pública de creches gratuitas, protegendo e valorizando a Segurança Social, a Educação, a Ciência, a Cultura, o Desporto.
Ainda no plano social, é urgente combater a pobreza entre os idosos, valorizando as reformas, as pensões e as prestações sociais, bem como assegurar uma rede pública de equipamentos e serviços de apoio à terceira idade e à deficiência.
Outra prioridade absoluta é o reforço no Serviço Nacional de Saúde, enquanto garantia do direito do povo português à saúde, fixando e atraindo profissionais, valorizando carreiras e remunerações, permitindo mais consultas, exames, cirurgias, médico e enfermeiro de família para todos e combatendo o favorecimento do negócio dos grupos privados com a saúde.
A CDU não esquece o direito constitucional à habitação digna, por isto defende políticas que se oponham à especulação imobiliária, e a estabilização e regulação dos preços de arrendamento. Bater-se-á também pela progressiva gratuitidade e pelo reforço do transporte público, assegurando o direito das populações à mobilidade.

Os eleitos da CDU tudo farão para que seja tutelado o direito de todos a um ambiente saudável e ao equilíbrio ecológico, combatendo a mercantilização da natureza e empenhando-se na prevenção e mitigação dos efeitos das alterações climáticas.
No que diz respeito à atividade económica, a CDU defende a produção nacional, e a recuperação do controlo público sobre os sectores estratégicos. É preciso apoiar as micro, pequenas e médias empresas, e desagravar a tributação sobre os rendimentos do trabalho, em particular os mais baixos e intermédios, enfrentando com decisão os privilégios fiscais do grande capital.
Finalmente, entre as mais estruturantes orientações de trabalho, impõe-se a defesa de uma justiça independente e acessível a todos.
Judite Barros concluiu afirmando que cada voto na CDU será um voto na força que mais decididamente combate às forças reacionárias, e contribuirá para impedir o regresso ao governo do PSD, do CDS, ou dos seus sucedâneos, contribuindo também para dificultar alianças entre o PS e o PSD.
Cada açoriano, cada madeirense, cada português contará com uma voz em sua defesa, independentemente da origem dos eleitos pela CDU.
A CDU será sempre uma voz de alerta, uma voz de denúncia, uma voz de democracia, uma voz de liberdade, uma voz que contribuirá para impedir maiorias absolutas; uma voz, em suma, que dá confiança para prosseguir o caminho e abrir novos horizontes de defesa e conquista de direitos inscritos na Constituição da República Portuguesa.

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