CHEGA diz que nomeação de médico para o Corvo é caso de compadrio partidário

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DR/CHEGA
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CHEGA/Açores

“O CHEGA não tem a menor dúvida que a nomeação de mais um médico para a Unidade de Saúde do Corvo é um caso político”, referiu o deputado José Pacheco durante a sessão de perguntas ao Governo Regional, sobre a ilha do Corvo.

Apesar de defender a necessidade de se combater “o isolamento natural e geográfico” nas pequenas ilhas, e de referir que “é justo” pedir para o Corvo algo mais, José Pacheco fez questão de reforçar que “não vale tudo” em prol do desenvolvimento daquela ilha. Tal como não faz sentido pedir tudo para as freguesias mais afastadas dos maiores centros urbanos.

“Falar de liberdade e democracia é muito importante. É por isso que aqui estou: pelo combate aos compadrios, pelo combate aos amiguismos”, referiu o parlamentar que reforçou que esta nomeação “é um caso político”. José Pacheco lembrou ainda que “é imoral” que o médico agora nomeado vá receber 12 mil euros por mês para ser presidente do Conselho de Administração da Unidade de Saúde da mais pequena ilha do arquipélago.

Nos trabalhos de hoje na Assembleia Regional, José Pacheco atirou que “o povo está na rua. Oiçam a voz do povo”, referindo que os açorianos estão indignados com a nomeação de Paulo Margato, ligado ao PPM, para presidir ao Conselho de Administração da Unidade de Saúde do Corvo. Por isso mesmo, o parlamentar disse não pactuar com o branqueamento desta situação – que levou ao afastamento do médico António Salgado da presidência do Conselho de Administração da Unidade de Saúde do Corvo, para ser nomeado o médico Paulo Margato – que mais não é que caso partidário. E acrescentou que “já anda um rumor que a esposa do Senhor Doutor, também terá um lugar no Corvo. Mas o CHEGA não está aqui para apoiar este tipo de situação, nem aquilo que sempre apontámos ao Partido Socialista – os compadrios e os amiguismos”, reforçou.

O CHEGA questionou então o Secretário da Saúde e Desporto se vai reverter a nomeação de Paulo Margato para presidente do Conselho de Administração da Unidade de Saúde do Corvo, não tendo obtido uma resposta concreta da parte de Clélio Meneses.