Contradições e divergências entre presidente e vice-presidente do governo prejudicam defesa dos Açores

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DR/PS
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Berto Messias defendeu que a vacinação contra a Covid-19 merece “um debate mais aprofundado” e condenou que se opte por entrar em lutas político-partidárias, com um assunto tão sério, ao invés de se tentar resolver as “contradições” e as “divergências” que existem entre o vice-presidente e o presidente do Governo do Governo dos Açores, que só prejudicam os Açorianos.

O deputado do Grupo Parlamentar do PS/Açores, que falava na sequência de um voto de protesto apresentado pelo CDS-PP, contra as palavras do Eurodeputado Carlos Zorrinho, considerou que o único propósito do voto apresentado é “desviar as atenções das contradições gritantes naquilo que é a estratégia, do ponto de vista das relações externas, entre a Presidência do Governo e a Vice-presidência do Governo”.

Como recordou, o próprio Presidente do Governo, quando questionado sobre as diligências do seu vice-presidente, no âmbito da sensibilização do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre a aquisição de mais vacinas nos Estados Unidos, respondeu: “As nossas diligências são no quadro da União Europeia”. A recusa de José Manuel Bolieiro se pronunciar sobre as diligências que Artur Lima está a fazer, confirma a falta de estratégia convergente.

“Não sabemos o que é que o senhor presidente do Governo acha das diligências, no âmbito das relações externas com os Estados Unidos, por parte do vice-presidente. Quando foi questionado fugiu à questão dizendo que as suas diligências são no quadro da União Europeia”, lembrou.

Berto Messias defende que “é fundamental saber estar nos percursos da diplomacia e das relações externas e é fundamental, também, perceber, que esta contradição, o que é que isto pode significar no presente e no futuro, este caminho divergente entre a presidência do Governo e a vice-presidente”.

Para o deputado socialista, esta falta de uma posição concertada e firme terá custos: “O posicionamento dos Açores enquanto Região Ultraperiférica, a nossa agenda política na afirmação da solidariedade europeia, na afirmação da solidariedade das Regiões Ultraperiféricas, naquilo que se refere ao POSEI, naquilo que se refere às Politicas de Coesão, e também o que é que isto representa, no que diz respeito ao dossiê da Base das Lajes e nas questões que podem, eventualmente ser impostas como moeda de troca, como é o caso por exemplo, do processo de descontaminação do concelho da Praia da Vitória…”.

Berto Messias também lamentou a postura, de que é exemplo este voto, dos partidos que apoiam a atual solução governativa nos Açores, que não toleram qualquer opinião divergente ou critica da sua ação e que atacam qualquer pessoa que manifeste discordância ou apresente soluções alternativas.

Considerou, por isso, que o voto aprovado sem unanimidade, não serviu para defender os Açorianos: “O único contributo deste voto é a afirmação de uma postura política mesquinha, que exacerba as lutas político-partidárias, em detrimento daquilo que deve ser a defesa da Região Autónoma dos Açores”.

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