Difícil semana…

0
59
TI
TI

1. Desde logo para o eurodeputado, eleito pelas listas do Partido Socialista ao Parlamento Europeu, André Bradford. Depois de ter tomado posse na semana passada, Bradford estava nos Açores a preparar o início do seu mandato, quando, sem que nada o fizesse prever, sofreu, segundo um comunicado do Hospital Divino Espírito Santo (HDES), uma síncope e paragem cardiorrespiratória, encontrando-se, no momento em que escrevo, estabilizado, mas em estado crítico.
É nestes momentos, independentemente do que possa ter sucedido com a pessoa A ou a pessoa B, que paramos, refletimos e apercebemo-nos que tudo é efémero, que nada mais importa. André Bradford luta hoje não pelo seu Partido Socialista para vencer eleições, não para ser eleito para qualquer uma das casas da democracia, a sua luta é muito mais árdua e difícil: a luta pela sua vida.
Porque nesta missão não podemos prescindir de acompanhar e de ler, dia a dia, semana a semana, o que se passa na vida política regional, André Bradford surgia-nos como, talvez, uns dos melhores políticos da sua geração, brilhante e perspicaz nas suas intervenções e discursos na Assembleia Legislativa, quer enquanto deputado, quer como líder da bancada parlamentar do PS.
Mas, sobretudo, como um daqueles elementos do Partido Socialista capaz de ombrear com qualquer outro na luta pela sucessão de Vasco Cordeiro na presidência do Partido na Região. Infelizmente, nos tempos mais próximos, a sua batalha será outra. Da nossa parte resta-nos desejar o seu restabelecimento o mais rápido possível.

2. Também para Alexandre Gaudêncio. Se, na semana anterior, as buscas da PJ na Câmara da Ribeira Grande e a sua constituição como arguido o colocaram em foco em todos os órgãos de comunicação social, o início desta semana ditava o seu futuro político enquanto Presidente do PSD/Açores.
Muita tinta correu e muito se fez nos bastidores para que abdicasse do lugar. Até mesmo Rui Rio veio dar uma ajuda à sua demissão, nomeando para Vice-Presidente do Partido José Manuel Bolieiro.
No entanto, quando tudo apontava para o seu afastamento, aliás, em consonância com o que há uns dias tinha defendido a propósito da constituição de arguido de um membro do Governo Regional, eis que a Comissão Política Regional do PSD/Açores lhe dá, por uma larga maioria, um voto de confiança, mostrando-lhe que tem condições para continuar à frente do partido.
Mas, como acontece, em regra, neste episódios, a estrutura de Gaudêncio sofreu um revés, com um dos seus Vice-Presidentes a apresentar a sua demissão. As próximas semanas, mas sobretudo o período de campanha para as eleições legislativas nacionais, mostrarão se tomou ou não a decisão correta.

3. Para todos aqueles que ainda se recordam do dia 09 de julho de 1998. O sismo de 98 nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge certamente estará registado na memória de todos quantos por ele passaram.
A destruição de grande parte do parque habitacional da ilha do Faial, a demora na atribuição e concessão de apoios aos sinistrados por parte do Governo Regional e, em muitos casos, a desigualdade na definição dos respectivos apoios, são factos concretos que ainda hoje constituem recordações dos faialenses.
Mas este sismo trouxe consigo algo que o Faial dificilmente conseguiria alcançar em tão curto espaço de tempo – a melhoria das condições habitacionais de muitos dos habitantes da ilha.
Na verdade, após um grande investimento por parte do executivo regional liderado por Carlos César, as habitações antigas e degradadas deram lugar a novas habitações construídas em consonância com os modernos padrões de segurança e os sinistrados que não possuíam habitação passaram a ter uma. Foram estes alguns dos fatores que, devido a uma tragédia, conseguiram renovar e dinamizar a ilha do Faial.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO