D. R. Pescas desenvolve parceria com Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar (FOR-MAR)

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O Diretor Regional das Pescas afirmou, em Oeiras, que o Governo dos Açores, em parceria com a Federação das Pescas dos Açores e o Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar (FOR-MAR), vai desenvolver ações de formação, de curta duração, dirigidas ao setor das pescas regional.

Luís Rodrigues, que falava à margem de uma reunião com a Direção do FOR-MAR, onde também esteve presente o Presidente da Federação das Pescas dos Açores, referiu que os cursos “serão, sobretudo, na área de segurança a bordo”, sendo que alguns são “de frequência obrigatória e não existem de momento na Região, devendo arrancar no próximo trimestre”.

O Diretor Regional referiu que “será firmado um protocolo de entendimento entre as três partes, sendo que o Governo dos Açores, através da Direção Regional das Pescas, vai identificar e coordenar as necessidades formativas”.

Segundo Luís Rodrigues, estas ações de formação “vão abranger todas as ilhas do arquipélago e vão oferecer, sobretudo ao segmento da frota costeira, formação em áreas muito específicas”.

Os cursos que serão implementados focam a segurança e as comunicações, nomeadamente o Sistema Mundial de Socorro e Segurança Marítima (The Global Maritime Distress and Safety System), obrigatório para as embarcações costeiras, e ainda a formação orientada para a valorização do pescado, nomeadamente do atum.

O Diretor Regional frisou que esta iniciativa será acompanhada pela Escola do Mar dos Açores, para que haja “uma partilha de informação e de experiências e de práticas bem-sucedidas na área da formação”.

“Queremos capacitar cada vez mais os ativos da pesca na Região, proporcionando novas soluções formativas, de curta duração, que permitam continuar a desenvolver uma estratégia formativa dirigida também à atualização de conhecimentos e de práticas exigidas hoje no setor das pescas”, disse.

Luís Rodrigues defendeu que a atividade da pesca deve ser “cada vez mais criadora de emprego qualificado, ao invés de ser geradora de trabalho não qualificado e precário”, acrescentando, neste sentido, que “é fundamental uma oferta formativa específica que permita elevar os níveis de qualificação, atualizar conhecimentos e práticas, reforçando, assim, um setor em mudança”.

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