É inexplicável que ainda não haja orientações da Autoridade de Saúde para a campanha eleitoral

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1 – Com as eleições já marcadas pelo Sr. Presidente da República para dia 25 de Outubro, o Bloco de Esquerda estranha o silêncio sobre a carta que enviou a 22 de Julho de 2020 à Direção Regional de Saúde na qual pedia que esta entidade emitisse normas claras sobre o desenvolvimento da campanha eleitoral.

É inexplicável que, passado um mês, além de acusar a receção da carta, não haja qualquer iniciativa da autoridade sanitária no sentido de dar resposta ao solicitado.

2 – Consideramos esta situação inexplicável quando estamos a dois meses do ato eleitoral.  Os partidos precisam de organizar as suas campanhas, necessitando, por isso, de conhecer as recomendações sanitárias a que devem obedecer.

3 – Este inexplicável silêncio sobre uma situação de tão grande importância como são as eleições legislativas regionais insere-se numa condução errática, muito pouco clara e pouco credível a que temos assistido em diversas situações, recentemente, por parte da Autoridade de Saúde Regional.

4 – Estamos em plena crise pandémica, embora numa fase mais controlada, e ninguém conhece o futuro imediato. Os açorianos e açorianas precisam de ter plena confiança na Autoridade de Saúde Regional. Nos últimos tempos, e perante esta atuação errática e equívoca crescem as dúvidas sobre se a saúde dos açorianos e açorianas está primeiro ou se este cargo está ao serviço de outro tipo de agenda política.

5 – Estas dúvidas são contrárias ao interesse da saúde pública. Tendo em conta a importância do cargo consideramos de uma falta de ética atroz que o Partido Socialista tenha convidado o atual Diretor Regional da Saúde a integrar as suas listas e que este, sem se demitir, tenha aceitado ser candidato.

6 – Não estão em causa os direitos constitucionais da pessoa em questão, o que está em causa é a falta de ética desta situação tendo em conta a crise pandémica que atravessamos.

Cai por terra a frase tão usada por Vasco Cordeiro de que “a saúde dos açorianos está primeiro” quando, seguindo o exemplo dos populismos em Itália, Espanha e até Portugal, usam-se figuras mediáticas das televisões para fins eleitorais. Esta situação demonstra que, para o PS, o que está primeiro são os seus interesses eleitorais.

7 – Os açorianos e açorianas precisam de uma autoridade de saúde credível, assertiva e que ponha como única prioridade a saúde das pessoas. Ao PS, tão solicito em exigir demissões e clareza quando se trata destas situações noutros partidos, exigimos que seja coerente. E essa coerência terá de envolver também o atual Diretor Regional de Saúde.

A bem da saúde de todos nós, esperamos o retorno do bom senso.

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