Espírito Santo em Lisboa

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Desde recuado tempo que a Casa dos Açores em Lisboa tem mantido estreita ligação ao culto do Espírito Santo, como expressão viva de uma secular vivência generalizada ao povo das ilhas que aquela instituição representa na capital portuguesa. E assim, ao longo dos anos se sucederam iniciativas, na quadra festiva do Pentecostes, para festejar o Divino, no âmbito da tradição e muito ao gosto dos açorianos que se radicaram naquela zona do país.

Este ano e no passado domingo 16 de Maio, a direcção da CAL levou a efeito, com um programa completo e nos moldes habitualmente seguidos, a festividade em louvor do Paráclito, a qual teve lugar na Basílica da Estrela, completamente cheia de fiéis, na sua maioria gente dos Açores. Aí decorreu a Eucaristia solene celebrada pelo Prior da Paróquia, Cónego Ponces de Carvalho, e abrilhantada pelo Grupo Coral da Horta, de passagem em Lisboa, que executou com elevado nível interpretativo, uma Missa de Schubert e outros trechos clássicos adequados à circunstância, pelo que recebeu palavras de elogio e agradecimento do celebrante e, no final, os aplausos da numerosa assistência.

Na homilia, o Prior da Estrela saudou os açorianos presentes, salientou o fervor do povo das ilhas no culto ao Espírito Santo, e sublinhou o facto da Casa dos Açores ter a sede em Lisboa na área da sua paróquia. No final da missa procedeu-se à cerimónia da coroação em que participaram várias crianças de ascendência açoriana.

       Seguidamente organizou-se o cortejo da Basílica para a Casa dos Açores integrando a bandeira da instituição, o estandarte e as insígnias do Espírito Santo, além dos quadrados de varas em que se destacavam as crianças coroadas. E não faltou a filarmónica, constituída por músicos da Banda da Força Aérea, que executaram o hino e as marchas que, nos Açores, são associadas a estes actos. À porta da CAL o Grupo Coral da Horta finalizou os actos religiosos com o hino do Espírito Santo.

       E a sede da Casa dos Açores foi pequena para servir, a todos os presentes, o almoço das tradicionais sopas, no ambiente, bem açoriano, da fraternidade e da partilha que traduz o espírito das festas. Espírito que se manteve com um momento de cantares dos Açores e com o final musical proporcionado pelo Grupo Coral da Horta interpretando alguns números do seu reportório que mereceram novos e vibrantes palmas da assistência.

       E como última nota é de realçar o interesse que esta celebração despertou em Lisboa, principalmente o cortejo que nas ruas da capital chamou a atenção dos moradores e transeuntes, entre os quais alguns turistas que recolheram imagens dessa manifestação de um culto que lhes era desconhecido. 

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