Faleceu Otília Frayão

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Por: Victor Rui Dores

Faleceu, no passado domingo, a poetisa faialense Otília Frayão (1927-2020), de há muito radicada em Espanha. Os seus poemas, de nítida inspiração simbolista, exprimem sonho de viagem, desejo de aventura, aspiração de fuga, e mereceram honras de estudo e de antologia por parte de Pedro da Silveira e Ruy Galvão de Carvalho. Poetou ainda em inglês e castelhano.
Infelizmente não foi pela poesia que ficou conhecida, mas por um episódio que mudaria para sempre a sua existência: nos inícios de Janeiro de 1951, então com 23 anos de idade, Otília, insatisfeita com a vida cinzenta e opressiva da ilha, fugiu no iate “Temptress” com um navegador solitário inglês. A épica aventura seria amplamente noticiada em jornais e revistas de todos os quadrantes e, mais tarde, lembrada por conhecidas personalidades do mundo náutico e literário.
Para esta faialense, irmã do nosso saudoso Mário Frayão (1928-2020), foi o mar que se abriu como um caminho para a Liberdade e para o Mundo, pois que a errância foi a sua maneira de perseguir a Felicidade e o Sonho.

Foi publicada neste jornal, no dia 9 de Março de 2018, uma crónica intitulada “Otília Frayão ou a aventura de uma passageira clandestina” da autoria do nosso colaborador Victor Rui Dores, para cuja leitura remetemos o leitor interessado.

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