Falta de Estratégia e de Água afetam os agricultores da ilha de São Jorge e do Pico

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DR/CDU
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A CDU/Açores esteve durante vários dias em visita à ilha de São Jorge e do Pico, em trabalho e consulta à população sobre as problemáticas destas ilhas. Diversos dos problemas levantados já foram denunciados anteriormente através iniciativas ou requerimentos apresentados na ALRAA. O grupo de trabalho que se deslocou a estas ilhas demonstrou a sua preocupação com a seca que as duas ilhas açorianas apresentam, constatando que muitos agricultores manifestaram uma enorme preocupação. Devido à falta de chuva, precisam de uma rápida e eficaz solução. Contudo, esta não é uma situação inédita, porque há anos este fenómeno tem regularmente vindo a assolar as duas ilhas.

Fruto de sucessivos períodos de seca, são sentidas várias repercussões negativas a nível do aproveitamento agrícola e das dificuldades no acesso das populações à água. Repete-se o recurso a medidas de emergência e planos de contingência, porque o Governo Regional ainda não tomou medidas de fundo que respondam a uma realidade já recorrente.

Estamos a falar de um fenómeno sobejamente conhecido, cujas consequências não decorrem apenas da menor ou maior intensidade das chuvas que caem, mas sim, e principalmente, da ausência de medidas ao longo das décadas para as mitigar.

Queremos desde logo deixar claro que a realidade actual, de absoluta exposição ao risco e de fragilidade a que os agricultores e produtores pecuários se encontram em cenários de seca, evidencia a incapacidade de resposta política com que a nossa região se confronta nos últimos anos. Consideramos que as medidas até agora postas em prática por parte do Governo Regional são manifestamente insuficientes face à gravidade da situação.

É necessário ter em conta que situações como esta irão certamente ocorrer com alguma frequência, pelo que importa que sejam equacionadas medidas tendentes a prevenir os seus efeitos. Impõe-se desde já a criteriosa e adequada gestão deste precioso bem público que é a água, e que público deverá continuar a ser, de modo a servir os interesses de todos e não apenas os lucros de alguns.

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