Governo dos Açores promove estratégia para educação alimentar através do projeto ‘BaLanSa’

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A Secretária Regional da Saúde salientou hoje, no lançamento do projeto ‘BaLanSa: Bares e Lancheiras Saudáveis’, a importância da parceria com a Educação na intervenção sobre os fatores promotores da saúde, em especial, a alimentação.

 

Teresa Machado Luciano falava, em Ponta Delgada, na assinatura do protocolo entre as secretarias regionais da Educação e da Saúde e a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel para a implementação do projeto ‘BaLanSa’ nas escolas públicas da ilha, cerimónia que contou também com a participaçãodo Secretário Regional da Educação e Cultura.

 

Avelino Meneses referiu que a execução do projeto ‘BaLanSa’ é “mais um passo decisivo” no reforço da educação alimentar, área que conta há muito com a atenção da Direção Regional da Educação (DRE).

 

O projeto, que se iniciará no próximo ano letivo, será implementado pela Equipa de Saúde Escolar e pelo Serviço de Nutrição da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel entre crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o 2.º ano de escolaridade e incidirá em dois eixos estratégicos de intervenção, nomeadamente lancheiras saudáveis e a oferta alimentar disponibilizada por bufetes escolares e máquinas de venda automática de alimentos.

 

Para a Secretária Regional da Saúde, o objetivo, a longo prazo, é “mudar hábitos alimentares” e, complementarmente, combater a obesidade infantil, lembrando que “ao melhorarmos a lancheira das nossas crianças, também melhoramos os hábitos alimentares dos pais, dos irmãos e da família”.

 

Teresa Machado Luciano referiu que os indicadores mais recentes revelam uma evolução positiva nos indicadores relativos ao peso, mas considerou que “ainda há muito a fazer”, pelo que, a partir dos resultados da implementação do projeto ‘BaLanSa’ na ilha de São Miguel, será avaliado o alargamento às restantes ilhas dos Açores.

 

O Inquérito Nacional de Saúde 2019, divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística, revela um índice de prevalência de excesso de peso na população adulta na Região Autónoma dos Açores de 58,5%, acima da média nacional, mas abaixo dos 61,7% apontados pelo Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 2015-2016.

 

Quanto à população infantil, e segundo os dados obtidos no Estudo COSI Portugal, regista-se também “uma evolução favorável”, afirmou Teresa Machado Luciano, com a taxa de excesso de peso a fixar-se em 35,9% em 2019, abaixo dos 40,5% registados em 2010.

 

Desde 2017, entre outras ações, a Direção Regional da Educação lançou um questionário anual de satisfação sobre os serviços de fornecimento de refeições escolares tendente à identificação de melhorias e correções, referiu Avelino Meneses.

 

Deste trabalho, a que se juntam, em média, anualmente mais de uma centena de vistorias por técnicos da área da nutrição, tem resultado que o serviço prestado em cantinas, refeitórios e bufetes seja considerado “satisfatório ou muito satisfatório” na larga maioria dos estabelecimentos de ensino dos Açores, adiantou o Secretário Regional.

 

Para Avelino Meneses, além do trabalho desenvolvido pelos conselhos executivos nesta área, o Governo dos Açores tem vindo a estabelecer “acréscimos” sobre os preços base de contratualização das refeições escolares que, no caso do Orçamento Regional para 2020, atingiram os 50%.

 

“Esta aproximação dos valores de referência aos preços de mercado só pode, em nosso entender, reverter naturalmente em benefício da qualificação dos nossos serviços de refeições escolares”, enfatizou.

 

Por seu lado, a Secretária Regional da Saúde sublinhou que o Governo dos Açores tem privilegiado uma estratégia de promoção da alimentação saudável nas escolas, sob a coordenação da Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências.

 

No ano letivo de 2018/2019, realizaram-se 623 sessões de promoção da alimentação saudável nas nove ilhas, incluindo 62 sessões para pais e encarregados de educação, nas quais participaram 404 pessoas, e 16 sessões para professores, educadores e auxiliares de ação educativa, envolvendo 421 profissionais.

 

Na ilha de São Miguel, através da Equipa de Saúde Escolar da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, foram realizados, no ano letivo de 2018/2019, mais de 3.200 pequenos-almoços saudáveis nos 71 estabelecimentos de ensino pré-escolar.

 

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