Lagoa do Caldeirão Grande em pleno funcionamento em 2023, diz António Ventura

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O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, revelou esta tarde, na Ribeira Grande, que no verão de 2023 a Lagoa do Caldeirão vai estar em pleno funcionamento.

Afetada em dezembro último, a lagoa do Caldeirão Grande, na ilha de São Miguel, vai ser requalificada, adiantou o governante.

“Está a ser preparada uma intervenção para que possamos ter uma lagoa a funcionar em finais de 2022, mas também que o seu perímetro de ação seja duplicado, ou seja passamos de 16 quilómetros de abrangência para 33 quilómetros”, disse.

António Ventura falava na cerimónia de assinatura da portaria que cria o novo POA São Mateus/Luz, na ilha Graciosa, e na assinatura de um contrato para a elaboração do projeto de requalificação do Caldeirão Grande, nas Sete Cidades, tendo referido que esta ação “não é só uma requalificação dos danos causados pelo mau tempo”, estando-se também a “prever aumentar a capacidade de abastecimento de água às explorações agrícolas”.

Assim sendo, vão ter lugar duas intervenções: em primeiro lugar o contrato de adjudicação com uma empresa que vai fazer o estudo e depois uma candidatura aos fundos comunitários e posterior execução da obra.

Nesse sentido, durante o verão de 2021 e de 2022, “sempre o período crítico do abastecimento de água, o IROA irá assegurar o mesmo em conjunto com os serviços municipalizados”.

A partir do verão de 2023, a situação normalizará “porque a lagoa, se não ocorrer nenhuma adversidade climática, estará em pleno funcionamento e a abastecer cerca de 96 explorações na bacia leiteira de Ponta Delgada”, sublinhou o titular da pasta da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Quanto ao novo Perímetro do Ordenamento Agrário da Graciosa, o governante, sublinhou que “vai permitir a identificação de um conjunto de investimentos, ao nível dos caminhos, luz e do abastecimento de água”.

Com esta identificação, os investimentos que vão ser realizados vão “permitir que os custos de produção possam baixar”.

“Vamos ter uma zona agrícola ordenada, em que tem uma justificação técnica para a sua existência”, explicou.

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