MiratecArts prepara-se para celebrar a 10ª edição do festival de artes que mais artistas acolhe nos Açores de 1 a 30 de junho

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Para a MiratecArts, com sede na ilha do Pico, tudo arrancou em 2012. No ano seguinte, com a frase promocional “uma explosão artística dos Açores para o mundo”, arrancou o festival internacional de artes, Azores Fringe.
Vamos ao Fringe – foi exatamente o que mais de 2200 artistas de 64 países fizeram nestes últimos anos. Para a décima edição, a associação cultural recebeu 741 propostas de 44 países, com Portugal, EUA e Itália liderando o número de projetos apresentados.
“Mais de 2 Milhões de Euros seria o custo para produzir e apresentar as propostas submetidas para o festival deste ano”, admite Terry Costa, seu fundador e coordenador. “Apenas duas propostas não seriam exequíveis na região, devido a falta de estrutura, mas o resto seria possível se concretizar, se houvesse a verba, claro.” MiratecArts avança que no momento tem cerca de 1% de apoio logístico, menos de 0,2% de apoio financeiro, mas aguarda resposta de empresas e entidades públicas, incluindo o programa da RJAAC da Direção Regional da Cultura. “Seria importante que o Governo dos Açores apoia-se o Azores Fringe mais do que em anos anteriores, não só por estarmos em celebração de uma década do festival, mas, com todas as situações a ocorrer neste setor, especialmente nos últimos dois anos, ficou cada vez mais importante investir em criação e apresentação do que se faz por cá,” vinca Terry Costa. 
O Azores Fringe Festival é conhecido como o projeto cultural artístico mais democrático do país, desde que a blogger Tripper assim o carimbou. “A democratização que o Fringe permite passa pela inclusão e pelo estabelecimento de pontes entre linguagens e vivências”, foi assim que o Diário de Notícias destacou o festival, que conseguiu um lugar na lista dos TOP 10 Best Non-Music Festivals na Península Ibérica, assim estando nomeado para os Iberian Festival Awards 2022, que acontecem este mês no Auditório Lispolis.
Espetáculos, exposições, encontros temáticos, workshops, conferências e muitas sinergias inter ilhas, inter geracionais, e entre estrangeiros e açorianos, acontecem no epicentro do festival, na ilha do Pico. A secção do [email protected] providencia sessões de filmes curtas e vídeos a qualquer entidade na região autónoma dos Açores, para apresentar durante o mês de junho. E, entre artistas estabelecidos, e alguns até consagrados, todos os anos há surpresas dos noviços que se apresentam pela primeira vez. O que não falta é muita arte e criatividade no Fringe. Com o design de César Martiniano, a MiratecArts promove, de 1 a 30 de junho, a décima edição do Azores Fringe Festival – “uma explosão artística dos Açores para o mundo.” www.azoresfringe.com