Parceiros do setor do leite nos Açores chamados a analisar propostas para operacionalizar apoios comunitários

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Após uma reunião, que decorreu durante mais de duas horas no Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural ontem em Lisboa, o Secretário Regional da Agricultura e Ambiente afirmou, que o “Governo dos Açores vai apresentar e analisar conjuntamente com os agentes da fileira do leite na Região as diversas propostas para operacionalização das medidas comunitárias excecionais debatidas na reunião do Gabinete de Crise dos setores do leite e de produtos lácteos e da carne de suíno (GCLS)”. Luís Neto Viveiros, em declarações no final da reunião, revelou ainda “que já foi convocado um encontro do Centro Açoriano de Leite e Laticínios para segunda-feira, 8 de agosto”. Segundo o governante as negociações, “vão prosseguir no sentido de se consensualizarem os critérios que, de acordo com o enquadramento determinado pela Comissão Europeia e que privilegia a agricultura de pequena dimensão e as boas práticas ambientais, permitam uma justa repartição das verbas no apoio aos produtores de leite”. O Secretário Regional assegurou ainda “que a proposta nacional que tem de ser entregue à Comissão Europeia até 25 de agosto, vai incluir o contributo da Região”, no entanto entende “que o envelope financeiro de cerca de quatro milhões de euros atribuído a Portugal no âmbito dos 350 milhões de ajudas extraordinárias a atribuir aos produtores de leite europeus é manifestamente insuficiente”, disse Neto Viveiros. O titular da pasta da Agricultura considerou, por outro lado, que as “regras para candidaturas à medida de apoio à redução de produção voluntária de leite, com um envelope financeiro de 150 milhões de euros para todo o espaço comunitário e destinada a premiar os agricultores que, num determinado período contribuíram para este objetivo, foram já definidas por Bruxelas, representando um apoio de 14 cêntimos por litro reduzido”. De acordo com o secretário, “o Governo dos Açores vai despoletar todos os procedimentos para proceder em outubro, mês a partir do qual isso é permitido pelo regulamento europeu, ao adiantamento em 70 e 80 % do pagamento de ajudas previstas no POSEI e PRORURAL+, respetivamente”, lê-se na informação disponibilizada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social.

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