PASSAGEIROS DAS ILHAS SEM GATEAWAY DISCRIMINADOS NO PREÇO DAS PASSAGENS

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Carlos Ferreira e Luís Garcia subscreveram, em conjunto com deputados das 7 ilhas atualmente sem ligação a Lisboa, um requerimento entregue na assembleia a denunciar a discriminação de que são alvo os passageiros do Faial, Pico, são Jorge, Graciosa, Flores, Corvo e Santa Maria, que ao abrigo das medidas de prevenção e vigor, demoram mais de 24 horas a chegar à sua ilha de residência.

Segundo os deputados, há um número elevado de alunos e doentes retidos no continente português que, para regressarem às suas residências, têm tempos de permanência em São Miguel ou Terceira superiores a 24 horas, e que estão a ser obrigados a adquirir um segundo bilhete para o efeito, o mesmo acontecendo nas deslocações autorizadas do Faial para Lisboa.

“A tarifa de residente não permite que os passageiros ultrapassem as 24 horas na paragem que, obrigatoriamente, têm de fazer nas ilhas com Gateway”, relembram os deputados sociais democratas, acrescentando que os estudantes das ilhas de São Miguel e Terceira só necessitam de adquirir um bilhete – e bem – ao contrário dos estudantes e doentes residentes nas outras sete ilhas da Região, situação que se mantém no âmbito das medidas alternativas recentemente implementadas para prevenção dos riscos de contágio.

Os parlamentares mencionam ainda as situações em que nas viagens da Azores Airlines os passageiros têm direito a transportar bagagem em peso superior ao das viagens interilhas, ficando nestes casos sujeitos ao pagamento de excesso de peso.

“O valor do bilhete interilhas e o excesso de bagagem não são elegíveis para o reembolso, se os passageiros ultrapassam as 24 horas permitidas no reencaminhamento”, alertam.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial consideram que, sendo os reencaminhamentos da competência do Governo Regional, devem ser aplicadas medidas de exceção para estes passageiros que só ultrapassam as 24 horas de escala em cumprimento das medidas de prevenção impostas pela Autoridade de Saúde Pública, salientando que a maioria destes são estudantes e doentes que ficaram retidos no continente português.

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