Projetos de Investigação&Desenvolvimento em contexto empresarial nos Açores representam investimento de 2 ME

0
5
DR

O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia afirmou hoje, em São Miguel, que, desde 2017, foram aprovados 10 projetos de Investigação & Desenvolvimento em contexto empresarial, que se encontram em execução.

“É expectável que a linha de financiamento para projetos de ID em contexto empresarial, que corresponde a um investimento global do FEDER de 1,73 milhões de euros, ao qual se adicionam mais 270 mil euros de dois projetos em análise, tenha gerado financiamentos de cerca de dois milhões de euros”, salientou Bruno Pacheco.

O Diretor Regional falava à margem de uma visita ao projeto ‘Fibras de Conteira e Valorização de Produtos Endógenos’, que está a decorrer num laboratório montado nas instalações da Associação Agrícola de S. Miguel – Cooperativa União Agrícola, em Santana, concelho da Ribeira Grande.

“Todos os projetos tiveram um envolvimento direto de entidades do Sistema Científico e Tecnológico dos Açores, tendo sido criados 34 postos de trabalho, dos quais 23 qualificados e altamente qualificados”, acrescentou.

Para Bruno Pacheco, “esta é a melhor forma de transferência de conhecimento entre os centros de investigação e as empresas”, acrescentando que é “uma forma de orientar o conhecimento para potenciar determinados produtos”.

No caso do projeto ‘Fibras de Conteira e Valorização de Produtos Endógenos’, que representa um investimento de 200 mil euros, o Diretor Regional referiu que “potencia a criação de uma nova atividade económica com base na exploração de um recurso natural que é uma planta infestante”.

O projeto pretende desenvolver artigos descartáveis e embalagens de uso diário a partir do processamento de biomassa proveniente de folhas e caules de conteira.

Integrado num conjunto alargado de projetos dinamizados e conduzidos por um grupo de investigação da Universidade dos Açores, este projeto está a ser desenvolvido em estreita colaboração com entidades empresariais, como as empresas Fibrenamics e 1001 Serviços, e não empresariais, como a Cooperativa União Agrícola, de São Miguel.

“Este é um bom exemplo de uma estratégia definida em torno da criação de um produto, a fibra, que estruturou um conjunto de projetos com diferentes níveis de maturidade científica e tecnológica, que permitiu também a criação de condições para o surgimento de postos de trabalho qualificados”, afirmou.

Este projeto já potenciou o surgimento de três novos projetos de investigação candidatos a diferentes mecanismos de apoio financeiros, nomeadamente às linhas de financiamento 1.1 e 1.2 do PO Açores 2020, bem como ao consórcio europeu ‘M-ERA’ que funciona na tipologia ERA-NET.

Segundo Bruno Pacheco, o Governo dos Açores “continua a investir na criação de um verdadeiro sistema de inovação, baseado na partilha de conhecimento, e que se alicerça no saber das empresas e dos centros de investigação, com um foco cada vez mais orientado para a geração de valor”.

“Vamos continuar a investir nestas medidas que melhorem a articulação entre as partes e que facilitem o contexto do investimento em investigação e desenvolvimento, como são também exemplo os Vales de ID”, salientou Bruno Pacheco.

“Temos a forte expectativa de que estamos perante o início de uma dinâmica que se vai alargar nos próximos anos, sendo expectável que os Açores venham a sediar outras equipas de desenvolvimento, acelerando, assim, a construção do sistema de inovação regional”, afirmou o Diretor Regional.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO