PSD/Açores quer ouvir Secretária da Saúde sobre “descoordenação” acerca da distribuição de máscaras

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O PSD/Açores requereu hoje a audição da Secretária da Saúde no parlamento, com vista a abordar a “descoordenação” entre o Governo Regional e a Autoridade de Saúde Regional acerca da distribuição de máscaras pela população para prevenir o contágio da COVID-19.

“O Governo Regional, ao decidir-se pela distribuição de máscaras pela população dos Açores, desautorizou a Autoridade de Saúde Regional, dado que esta última insiste em afirmar que ‘não há evidência científica’ dos benefícios do uso de máscara pela população, tendo até apontado para a ‘falta de cultura” dos açorianos na utilização deste instrumento”, disse a deputada Mónica Seidi.

A social-democrata salientou que este caso “constitui um sinal de descoordenação entre o Governo Regional e a Autoridade de Saúde Regional sobre a matéria, além de não contribuir para a tranquilização dos açorianos, desvalorizando o assinalável esforço que a generalidade da população do arquipélago está a fazer para prevenir a propagação da COVID-19”, considera.

“Além disso, a forma displicente como o Diretor Regional da Saúde, enquanto Autoridade de Saúde Regional, se referiu à utilização de máscaras pela população – “mal não faz”, afirmou – contraria o entendimento consensual dos peritos que compõe o Conselho de Escolas Médicas, que já propuseram o uso generalizado de máscaras pela população”, frisou Mónica Seidi.

“Para bem da saúde dos açorianos, o PSD/Açores considera fundamental que a Secretária Regional da Saúde esclareça rapidamente esta questão”, sublinhou a parlamentar social-democrata, acrescentando que importa igualmente “perceber detalhadamente a situação clínico-epidemiológica que se vive no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), desde logo, a estratégia utilizada no que concerne  ao rastreio de profissionais de saúde realizados naquele hospital”, explica.

“É razoável, e segundo o que tem descrito cientificamente, que no decorrer do rastreio a esses grupos, sejam identificados indivíduos, que embora assintomáticos são positivos e transmitem doença”, pelo que “é preciso perceber se o Governo pretende alargar o rastreio às outras instituições do Serviço Regional de Saúde, e não apenas no HDES, ou se só vai atuar após surgirem casos positivos”, acrescenta.

“Estamos a falar de profissionais de saúde, que estão na linha da frente do combate ao COVID-19, pelo que temos o dever e a obrigação de lhes dar todas as condições necessárias em termos de segurança e proteção”, concluiu Mónica Seidi.

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