PSD/Açores quer retoma nas negociações da carreira dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica

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O PSD/Açores quer ver retomadas as negociações do governo regional com os sindicatos representativos dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT), defendendo “a importância da carreira daqueles profissionais, que deve ser descongelada”.

Segundo Mónica Seidi, vice-presidente da bancada social democrata na ALRAA, “está em causa um grupo de trabalhadores indispensável ao bom funcionamento do Serviço Regional de Saúde”, pelo que entregamos um projeto de resolução, visando que a Secretaria Regional da
Saúde “retome um processo negocial que interrompeu sem justificação”, adianta.

“Estamos a falar de cerca de 380 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, englobando 18 profissões diferentes”, refere a deputada.

“Tem havido situações de injustiça entre os TSDT, nomeadamente trabalhadores com maior antiguidade que passaram a receber menos que outros com menor antiguidade, numa discrepância existente entre as Unidades de Saúde de Ilha e os três Hospitais da Região”, frisou.

“Isto devido à entrada em vigor de um regime de revisão da carreira e à criação de uma nova tabela remuneratória, sem qualquer fundamento material”, explicou Mónica Seidi.

Em janeiro deste ano, o governo regional “manifestou confiança nas negociações com os sindicatos, após uma reunião ocorrida em Angra do Heroísmo. Nessa altura, a Secretária Regional da Saúde disse que o acordo era essencial para a motivação daqueles profissionais, avançando que haveria nova reunião a 28 de fevereiro”, recorda.

“Mas, até hoje, não decorreu mais qualquer reunião, pelo que concluímos ter sido a tutela a interromper o esforço negocial que visava uma situação justa para aqueles profissionais, em termos remuneratórios e da sua carreira”, afirma.

Para Mónica Seidi, a Região Autónoma dos Açores deve, a exemplo do que fez a Região Autónoma da Madeira, “concluir este processo, até pelo exercício das suas competências autonómicas, e por uma questão de justiça perante aqueles profissionais”, disse.

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