Quase metade das empresas de São Miguel e Santa Maria paradas

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Quase metade (45%) das empresas de São Miguel e Santa Maria, nos Açores, têm atividade “totalmente encerrada” devido à pandemia da covid-19, e 90 por cento registam “uma evolução negativa” nas vendas, segundo um estudo hoje divulgado.

Os dados resultam de um inquérito da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada/Associação Empresarial das Ilhas de S. Miguel e Santa Maria junto dos seus associados, com o objetivo de aferir o impacto da pandemia na atividade dos diversos setores.

Este estudo, realizado entre os passados dias 13 e 17 naquelas duas ilhas, foi lançado junto de cerca de 750 associados, tendo sido recebidas 144 respostas, diz a entidade em nota à imprensa.

O trabalho incidiu sobre quatro aspetos: impacto económico na empresa; acesso a linhas de apoio; utilização das tecnologias da informação e utilização do ‘take-away’ ou venda ao domicílio.

Segundo o inquérito, “apenas 25% das empresas estavam em funcionamento normal, sendo que 32% estavam parcialmente encerradas e 45% totalmente encerradas”.

“Um total de 90% das empresas tiveram evolução negativa de vendas, sendo que para 64% a quebra foi superior a 30%, e para 35% foi superior a 50%”, adianta a nota enviada pela câmara do comércio.

O grau de perspetiva negativa para estas empresas que responderam ao inquérito “mantém-se para o terceiro trimestre (julho a setembro), atenuando-se, ligeiramente, para o último trimestre do ano”, acrescenta a nota.

Metade das empresas que responderam ao inquérito afirma que não aplicou o teletrabalho e apenas mais de 30% adotou o trabalho à distância para alguns trabalhadores.

Nas empresas que optaram pelo teletrabalho, “em 42% a produtividade reduziu, em 42% manteve-se e em 1,4% dos casos aumentou”, adianta o estudo divulgado.

Na modalidade de vendas em ‘take-away’ ou entrega ao domicílio, 79% respondeu que não se aplicava à sua empresa, 12,5% adotou vendas ao domicílio e 8% por ‘take-away’.

Mais de 60% das empresas inquiridas recorreram às medidas de apoio, das quais 38% a linhas de emprego, 30% às moratórias e 23,6% às linhas de crédito covid-19 lançadas pelas autoridades.

Ainda assim, 46% das empresas que responderam ao inquérito entendem que as candidaturas a estas medidas de apoio são “difíceis e burocráticas”, enquanto 43% achou-as “fáceis” e 11% considerou “o tempo de resposta rápido”.

Das que não recorreram a apoios lançados para fazer face às consequências da pandemia, 43% alegaram que “a empresa não se enquadra nos critérios”, 24% que “não são adequados às necessidades”, 28,5% pelas “exigências” e 15% afirmaram que não pediram por “não precisarem”.

Até ao momento, já foram detetados na região um total de 138 casos, verificando-se 19 recuperados, oito óbitos e 111 casos positivos ativos para infeção pelo novo coronavírus SARSCoV-2, que causa a doença covid-19, sendo 84 em São Miguel, cinco na ilha Terceira, cinco na Graciosa, três em São Jorge, nove no Pico e cinco no Faial.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 178 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 785 pessoas das 21.982 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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