Salada russa

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Rute Lacerda

PROPAGANDA. Um primeiro apontamento sobre a informação que nos chega sobre a invasão à Ucrânia. Se do lado de cá, salvo a expressão, recebemos atualizações constantes sobre os sucessivos ataques armados, do outro pouco se sabe. O jornalismo faz-se com a apresentação/relato de factos de todas as partes envolvidas, pese embora, neste caso, o número de referências e peças jornalísticas sobre o conflito instalado na Ucrânia ganhe em larga escala à informação que recebemos da Rússia, dada a escassez de repórteres naquele país e de uma comunicação social asfixiada por uma ditadura. A tudo isso, soma-se a suspensão de canais russos pela Europa democrática, que nos bloqueou o acesso a outra perspetiva. Ficamos apenas com o ângulo ocidental e à mercê de alguma tendência mediática, que pode contribuir para a desinformação. Quem não se lembra das notícias sobre a morte de um grupo de soldados ucranianos que resistiu ao avanço do exército russo na ilha Snake, informação essa que foi desmentida pouco tempo depois pela marinha ucraniana, que garantiu que os soldados estavam vivos e de boa saúde. Números errados, imagens fora de contexto são outros exemplos. Por vezes temos que parar e pensar que na guerra (mediática) vale tudo e que a propaganda realizada por ambas as partes é uma arma poderosa para influenciar a opinião pública.

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