Sobre a redução das carreiras das camionetas em tempo de pandemia

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DR/CDU
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Há muito tempo que o PCP defende que o Arquipélago precisa de ser mais bem servido, a nível de transportes terrestres, com mais carreiras, mais paragens, mais proximidade às populações e, sobretudo, com tarifas mais baratas. Também já propusemos a criação de um passe intermodal, adaptado à realidade de cada ilha, que permitisse poupar aos utentes tempo e dinheiro.

Na ilha de São Miguel, o transporte público é a única forma de mobilidade para milhares de cidadãos, e é também o que poderia levar à desejável redução do uso do transporte individual.

No período de pandemia que vivemos, é essencial que o número de viagens e autocarros seja ampliado, para reduzir os riscos de contágio.

No entanto, verificou-se que, no início de 2021 e em pleno crescimento do contágio em São Miguel, a circulação de autocarros diminuiu, tendo sido eliminados alguns dos percursos e horários. O resultado foi um pior serviço às populações, aumentando o desgaste físico dos utentes, e um maior risco de contágio, porque os autocarros ficam mais cheios.

Para o PCP, esta é uma situação inaceitável. Por isto, e principalmente numa situação tão complexa como é a atual, é fundamental que o transporte público dê melhor resposta às necessidades das populações. Para além do que é importante em qualquer altura – isto é, custos mais reduzidos, melhores horários, paragens mais numerosas e mais próximas das residências – o que é fundamental assegurar, nesta fase, é mesmo uma maior frequência de circulação das viaturas.

Mas, como vimos, está a acontecer o contrário. Não deixa de ser particularmente grave que esta situação ocorra sem que Governo Regional, Câmaras e Juntas de Freguesia exijam a alteração desta situação. O PCP continuará a acompanhar esta matéria, e a intervir para corrigir esta situação, lutando pelo desenvolvimento equilibrado e sustentável da ilha de São Miguel e dos Açores.

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