Tripulantes de veleiro com 600 quilos de cocaína na Horta ficam em prisão preventiva

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Os três tripulantes de um veleiro das Caraíbas em que foram encontrados cerca de 600 quilos de cocaína na marina da Horta, nos Açores, na passada quinta-feira, ficaram em prisão preventiva, após interrogatório, por “perigo de fuga”, foi hoje anunciado. “A meritíssima juíza de direito considerou estar fortemente indiciada a prática pelos referidos arguidos, em coautoria, de um crime de tráfico de substâncias estupefacientes, bem assim como em razão das circunstâncias apuradas haver perigo de fuga, razão pela qual determinou a prisão preventiva de todos os indiciados”, adiantou o Tribunal Judicial da Comarca dos Açores, em comunicado de imprensa.
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu na quinta-feira cerca de 600 quilos de cocaína e deteve três homens na sequência de buscas a uma embarcação procedente das Caraíbas, na marina da Horta, na ilha do Faial.
Segundo o Tribunal Judicial da Comarca dos Açores, os três tripulantes da embarcação, um montenegrino, um croata e um britânico, foram “presentes ao juiz de instrução criminal da Horta para interrogatório judicial” no sábado e no domingo, na sequência das buscas ao veleiro em que foram “apreendidos 592,900 quilos de cocaína”. “O interrogatório judicial, que decorreu com auxílio de intérprete, iniciou-se pelas 10:30 [hora local, mais uma em Lisboa] do dia 01 de junho e prosseguiu durante todo o dia até às 20:18, continuando no dia seguinte às 09:00, decorrendo durante todo esse dia até às 20:04”, avançou.
A Polícia Judiciária disse que as buscas ao veleiro resultaram de uma investigação internacional, no âmbito do combate ao tráfico de estupefacientes por via marítima, levada a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores) e pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes.
Na execução da busca, a PJ contou com o apoio da Polícia Marítima e da Guarda Nacional Republicana.
A investigação contou com o apoio do Maritime Analysis and Operations Centre – Norcotics (MAOC-N), com sede em Lisboa, e das autoridades espanholas, francesas, italianas e montenegrinas.

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