Turistíssimo (ou parecido), ou turisticamente falando

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Ricardo Madruga da Costa
DR/TI

Ainda circulávamos na arrastada navegação a vapor lá pelos fins do século XIX, por sinal mesmo quase na volta para o seguinte, e já se proclamavam as maravilhas micaelenses – “this magnificent part of the Azorean Archipelago”. E o que se desejava era o “world of science and the travellers”. O palavreado turístico era ainda coisa estranha, mas afinal esta elegante manifestação do desejo de acolher tão distintas criaturas que davam pelo tratamento requintado de “travellers”, como que entravam em circulação num mundo que nem estava ao alcance de um qualquer. Com Ernesto do Canto à testa destas iniciativas. Claro que poderíamos recuar bastante no tempo. Mark Twain deambulou pelas ruas do Faial em 1867 aquando da escala do Quaker City, deixando para outros “travellers” a tal “magnificent” acima citada, decorridas mais umas décadas. Com mais empenho e na tolerante generalização de que todas as ilhas seriam “magníficas” e não apenas a tal “magnificent” já citada duas vezes, chegou-se ao período entre 1959 e 1960 com a criação das Comissões Regionais de Turismo. A verdade é que as três comissões regionais de turismo, fechadas sobre si próprias, não tinham a menor capacidade de promover as ilhas e, menos ainda, disponibilizar incentivos para criar estruturas hoteleiras e outro qualquer equipamento com interesse para o sector.

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