Venham as Festas!

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Victor Rui Dores
Victor Rui Dores

Agora que a pandemia perdeu honras de primeira página, a festa está de volta. E a verdade é que precisamos da festa como do pão para a boca, já que, nos Açores, vivemos ciclos e ritos que se situam nessa ambígua fronteira que separa o religioso do profano. Necessita-mos da festa porque precisamos de celebrar a vida e o reencontro da amizade.
Olhamos à nossa volta, e vemos que o mundo está marcado pela guerra na Ucrânia e por muitos medos e ameaças. Por isso a festa é, para nós, uma excelente forma de quebrar a rotina e de renunciar à banalidade de um quotidiano pardacento. E, por conseguinte, há na festa uma dimensão catártica – que, nos tempos que correm, tem a ver com o drama das nossas frustrações históricas, com as inquietações do nosso presente de crise, e com a angústia do nosso futuro incerto. Ora, com a festa, a gente esquece ou faz por esquecer tudo isto.

Há um velho ditado que diz que “o melhor da festa é esperar por ela”. Ora eu acho que, decididamente, este ditado não bate certo porque, nos Açores, pura e simplesmente não temos tempo de esperar pela festa.

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