Abstrações Deambulatórias: Horta, cidade cosmopolita

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andre costa opiniao

André Costa

É um facto estabelecido que a Horta é uma cidade cosmopolita. Ao longo da nossa história, tivemos o privilégio de poder conhecer pessoas das mais diversas origens, influências variadas que nos tornaram mais abertos ao mundo e à diversidade que nele existe.

Contemplando as restantes ilhas de bruma, percebia-se que o Faial estava um pouco mais a par do mundo (não querendo denegrir as outras ilhas; o charme de estarmos isolados do mundo lá fora, que é louco, que nunca pára, é uma das nossas maiores mais-valias). Esse privilégio acabou por nos ganhar a fama de presunçosos pelos Açores fora, mas acho que não é algo de que nos devamos envergonhar.

Atualmente, estando o mundo mais conectado, essas diferenças são mais subtis: quem vai a São Miguel, à Terceira, mesmo ao Pico, vê muita diversidade, e uma realidade mais aberta ao mundo. No entanto, a Horta continua a ter o seu quê de especial, um patamar único de diversidade, que nos é conferido pelas pessoas maravilhosamente diversas que visitam a nossa marina. E creio que a herança histórica dum cosmopolitismo único nos Açores se continua a fazer sentir, apesar de mudados estarem os tempos; pude, ao longo da minha adolescência, perceber que os faialenses tinham ambições e visões do mundo mais grandiosas do que o que se via nos restantes açorianos da minha idade.

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