Antigos Alunos do Liceu da Horta e Assembleia Legislativa dos Açores reeditam último livro de Manuel de Arriaga

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No passado dia 5 de outubro, quando se assinalou o 103.º aniversário da República Portuguesa, a Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta (AAALH) e a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) apresentaram ao público a reedição do livro Na Primeira Presidência da República Portuguesa – Um rápido relatório, da autoria de Manuel de Arriaga.

Este foi o último livro publicado pelo primeiro presidente da República, e é agora reeditado, num esforço conjunto da AAALH e da ALRAA, com estudo introdutória e notas de Joana Gaspar de Freitas e Luís Bigotte Chorão.

À margem da apresentação da obra, a presidente da ALRAA congratulou-se com este lançamento, que representa o fechar de um ciclo de 12 anos, ao longo dos quais foram editados sete livros relacionados com Manuel de Arriaga. Segundo Ana Luís, a reedição desta obra é mais uma oportunidade de “levar um pouco da nossa história aos nossos cidadãos, à juventude, e de perceber a importância do que foi Manuel de Arriaga, do legado que nos deixou e da atualidade que ainda tem, apesar de já terem passado mais de cem anos”.

Iniciativas como esta são um reflexo da maior abertura à sociedade com que Ana Luís quer marcar a sua presidência. Nesse sentido, garante que a ALRAA irá desenvolver mais iniciativas, não apenas de índole política mas também cultural, para “estar mais próxima” dos açorianos.

A apresentação do livro decorreu na Casa Manuel de Arriaga, inaugurada e novembro de 2011. O espaço, construído a partir das ruínas da casa onde nasceu o primeiro presidente da República Portuguesa, só se tornou realidade graças aos muitos esforços da AAALH. Antes desta luta, no entanto, a associação tinha já travado outra, quando se mobilizou para a transladação dos restos mortais de Arriaga do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional, em 2004.

Nesta apresentação, Henrique Barreiros, da AAALH, referiu-se precisamente às “inércias” que foram encontrando pelo caminho em todos os projetos relacionados com Manuel de Arriaga. O professor lembra que o primeiro presidente da República portuguesa é, apesar da importância da sua personalidade, uma figura ainda muito esquecida no panorama nacional.

Sobre o livro, Henrique Barreiros destaca, para além das memórias políticas que apresenta, o facto de “abrir perspectivas” para a compreensão do pensamento de Arriaga, particularmente da sua heterodoxia, isto é, da forma como o seu pensamento era, em certos aspectos, divergente da maioria das mentes da sua época.

O presidente da AAALH lembrou também que o 5 de Outubro foi um dos feriados civis que o Governo da República decidiu cortar. Recordando que Manuel de Arriaga “foi um dos grandes lutadores que permitiu o 5 de Outubro”, Henrique Barreiros salientou a importância de mais este livro relacionado com o estudo de Arriaga ser apresentado nesta data, contrabalançando a perda da importância política que ela sofreu com esta decisão.

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