Atlânticoline – Já foi lançado à água o navio “Mestre Jaime Feijó”

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DR/cantabricshipping

A Atlânticoline avança, em nota de imprensa, que o novo navio da sua frota, “Mestre Jaime Feijó”, já foi lançado à água no desenvolvimento normal do seu processo de construção.
Seguem-se agora os “acabamentos de equipamentos, máquinas e interiores, o aprestamento final, provas de mar e certificações, e posterior entrega do navio na Horta”, adianta a empresa de transporte marítimo dos Açores.
Este novo navio com capacidade para transportar 333 passageiros e 15 viaturas, duas das quais com peso bruto até 5,5 toneladas, com 41,2 metros, mais 120 centímetros que os navios de 40 metros, e também contruído pelos Astilleros Armon, possuí caraterísticas semelhantes à embarcação que vem substituir, o “Mestre Simão” que encalhou na Madalena do Pico, a 6 de janeiro do ano passado.
Por esta razão, “foi decidido preservar o nome de ‘Mestre Simão’ para o navio malogrado e atribuir o nome de ‘Mestre Jaime Feijó’ ao novo equipamento da Atlânticoline”, lê-se na nota de imprensa.
A Atlânticoline explica que “a atribuição desse nome, à semelhança do que acontecia com o ‘Mestre Simão’, pretende ser uma homenagem a uma das figuras de referência do quotidiano do transporte marítimo entre as ilhas do Faial e Pico, neste caso, também natural da ilha do Faial”.
O Mestre Jaime da Rosa Lopes (1928 – 1998), mais conhecido por Mestre Feijó, é natural da freguesia das Angústias e destacou-se no desempenho de profissões marítimas e portuárias, nomeadamente como estivador, baleeiro, contramestre e mestre de tráfego local.
Jaime Feijó, foi Mestre da lancha baleeira “Walkíria” e ingressou, em 1964, na Empresa das Lanchas do Pico, primeiro como contramestre e depois como Mestre.
“Exímio navegador, conhecia como ninguém as embarcações ‘Calheta’, ‘Velas’ e ‘Espalamaca’, bem como os portos, os canais, as marés e os ventos nas ilhas”, relembra a empresa.
A coragem e competência do Mestre Feijó foi muitas vezes testada pela necessidade de evacuação urgente de doentes em situações de muito mau tempo, tendo ganho a afeição dos muitos passageiros que transportava também “pela sua facilidade no trato com que com eles lidava”.
O Mestre Jaime Feijó já foi homenageado em diversas ocasiões, nas ilhas do canal, entre as quais a sua imortalização na toponímia da cidade da Horta, com a nomeação de uma rua em sua homenagem, tendo sido ainda agraciado com a Medalha da Ordem de Mérito em 1989, pelo então presidente da República Mário Soares.

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