Balada da Despedida – 90 Anos de Fernando Machado Soares

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Balada da Despedida vai servir de título para o desenvolvimento da nova ideia a ser construída por MiratecArts, em nome de um filho da ilha montanha que fez nome, não só em Coimbra com a célebre canção, mas por vários cantos do mundo. 
 

Fernando Machado Soares nasceu em São Roque do Pico, a 3 de Setembro de 1930, onde viveu até aos 16 anos. Faleceu em Almada, a 7 de dezembro de 2014. Foi um poeta, cantor, intérprete e compositor no âmbito da Canção de Coimbra, jurista e juiz jubilado, mais conhecido pela sua Balada da Despedida (1958), intitulada “Coimbra tem mais encanto”. 

Licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, nos anos 50. Após ter concluído o curso superior, suspendeu durante alguns anos a sua actividade artística. Porém, acompanhou o Orfeão Académico de Coimbra aos Estados Unidos (1962), onde cantou em Nova Iorque (Lincoln Center), Boston, Chicago e Atlanta. Fernando Machado Soares, que foi juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, recebeu em 2006 o Prémio Tributo Amália Rodrigues “pela excelência da carreira artística e dedicação aos outros”.
Foi então que, no dia 3 de setembro, MiratecArts comemorou online os 90 anos deste descendente do último Capitão-Mor das Lajes do Pico, com várias apresentações, incluindo o músico Bruno Costa com um cheirinho de “Coimbra tem mais Encanto” na guitarra portuguesa, quando de visita à ilha do Pico, e o anúncio da criação do novo projeto.

“Fernando Machado Soares era conhecido como pessoa que ajudava jovens a seguir seus sonhos,” diz Terry Costa, o diretor artístico da MiratecArts,”e é essa faceta que levou a associação cultural a arrancar com este projeto para incentivar jovens aos estudos musicais e ao desenvolvimento musical do Pico para o mundo.” A partir de hoje, no dia de 90 anos de Fernando Machado Soares, a equipa MiratecArts vai trabalhar na organização de um Prémio de Estudos Musicais para apoiar jovens da ilha a seguir o Ensino Superior nesta área. A entidade com sede na ilha cinzenta pretende elaborar um festival dedicado à música, que vai desde o Fado de Coimbra ao que se faz no Pico, assim comunicando entre os mundos que foram e o que hoje é, e que tem conexão a este grande homem que vai sempre ser lembrado pela “Balada da Despedida”.

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