BALANÇO DA GREVE E LUTA DOS TRABALHADORES ASSISTENTES TÉCNICOS DA RIAC PELO DIREITO À JUSTIÇA

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Durante toda a semana, de 12 a 16 de outubro, os trabalhadores assistentes técnicos da
RIAC estiveram em greve na defesa do direito à negociação coletiva e pela dignificação e valorização profissional das suas funções, uma vez mais demonstrando a sua resiliência e vontade de lutar por aquilo que consideram ser o seu direito à JUSTIÇA.
Num serviço, com menos de uma centena de trabalhadores, que se pretendem bem
formados, preparados e dedicados, em que se exige a prestação de inúmeras funções de grande exigência, complexidade e responsabilidade no atendimento a milhares de cidadãos e entidades regionais, seria expetável que fossem os dirigentes e responsáveis políticos da RIAC os primeiros a cuidarem da salvaguarda e garantia do pagamento de um justo salário aos seus trabalhadores.
Por auferirem na prática salários líquidos inferiores ao salário mínimo nacional, os
trabalhadores em apreço resolveram desde há um tempo a esta parte reivindicar e lutar por uma valorização profissional da respetiva carreira/funções.
A saída de 26 trabalhadores formados e experimentados da RIAC nos últimos tempos, a sua substituição por 24 trabalhadores precários de programas ocupacionais e outros a regime de recibo verde, é uma prova do descontentamento e indignação destes trabalhadores pela forma como têm sido tratados pela VPGRA.
Ver a VPGRA a fazer discursos laudatórios em torno da RIAC, à custa de salários baixos e
da precariedade no emprego, é triste e revoltante, quando ainda por cima se fez uso destes últimos trabalhadores para os colocar estrategicamente de forma a manter lojas abertas, procurando assim frustrar os efeitos da greve.
Mesmo assim, durante esta greve há a registar o fecho das lojas da RIAC de Santa Maria,
São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Flores, chegando mesmo aos 100% de adesão no caso de São Jorge.
Vários foram ainda os operadores que, apesar do seus baixos salários, fizeram o sacrifício de fazer os 5 dias de greve, prevendo-se para o dia de hoje o encerramento de 2 lojas em Santa Maria (Vila do Porto e Santo Espírito), 5 lojas em São Miguel (Nordeste, Rabo de Peixe, Maia, Ponta Garça e Rosário, com as outras a funcionar a meio gás), 4 lojas na Terceira (Lameirinho, Santa Bárbara, Vila Nova, Altares), 1 loja na Graciosa (fechou também na 2ª feira), 4 lojas em São Jorge, 4 lojas no Pico (2 na segunda e 2 na sexta feira) e 4 lojas nas Flores (2 na segunda e 2 na sexta).
Uma vigília dos trabalhadores da RIAC terá lugar hoje frente aos serviços da VPGRA em
Ponta Delgada entre as 14h00 e as 16h00.
Os trabalhadores da RIAC exerceram assim o seu direito ao protesto e INDIGNAÇÃO,
reivindicando que a VPGRA cumpra a lei e a democracia, abrindo o consequente o processo
negocial.
Os trabalhadores e o SINTAP esperam igualmente serem ouvidos pelos partidos políticos
com vista a obter o seu pronunciamento e eventual apoio à luta pela dignificação e valorização profissional dos trabalhadores da RIAC.

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