Início Notícias Bloco alerta que privatização da SATA pode custar 285 ME aos açorianos...

Bloco alerta que privatização da SATA pode custar 285 ME aos açorianos se houver perdão da dívida à SATA Air Açores

0
46
DR

O caderno de encargos da privatização da SATA – apresentado hoje pelo Governo aos partidos com assento no parlamento dos Açores – deixa o Bloco de Esquerda muito preocupado, porque a ausência de referência à dívida da Azores Airlines à SATA Air Açores pode significar que as açorianas e os açorianos terão que pagar 285 milhões de euros à empresa privada que comprar a SATA.

A Azores Airlines tem atualmente uma dívida de 285 milhões de euros à SATA Air Açores, mas o caderno de encargos não define o que vai acontecer a esta dívida.

Se essa dívida for perdoada pela região à Sata Internacional significa que, na prática, a Região vai perder 285 milhões de euros neste processo de privatização. Ou seja, vamos pagar para vender uma companhia aérea que é fundamental para as ligações ao exterior da Região.

Quando, há poucos dias, o presidente do Governo afirmou que o caderno de encargos não seria “exigente”, já se adivinhava que seriam os açorianos e as açorianas a sair prejudicados deste processo de privatização da SATA.

O caderno de encargos confirma também os problemas em relação à manutenção dos postos de trabalho e em relação à manutenção de rotas importantes como as ligações de Faial, Pico e Santa Maria para o continente: a manutenção dos postos de trabalho, a manutenção das rotas aéreas e a manutenção da sede da empresa nos Açores está garantida apenas pelo período de 2 anos e meio.

Estas garantias são uma mão cheia de nada, porque após esse período de dois anos e meio a empresa pode ser totalmente deslocalizada e deixar de garantir as rotas com o continente e diáspora, e pode despedir os trabalhadores que entender.

Em relação às Obrigações de Serviço Pública para as ‘gateways’ não liberalizadas – Faial, Pico e Santa Maria – o caderno de encargos apenas obriga a companhia a concorrer, o que não garante que as rotas serão mantidas.

Ou seja, Faial, Pico e Santa Maria podem ficar sem ligações com o exterior após a privatização.

Além disso, não está ainda definido o que sucederá com os serviços partilhados da SATA, o que é inconcebível pois significa que não se conhece o que se está efetivamente a privatizar.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!