Bloco anuncia proposta para que residentes paguem no máximo 134 euros na viagem para o continente

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António Lima 2022

O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta para alterar o funcionamento do subsídio social de mobilidade, procurando um consenso alargado para que, nas viagens entre os Açores e o continente, se cumpram três princípios: os residentes pagam no máximo 134 euros, deixa de haver adiantamentos e respetivos reembolsos, e são fixados tetos máximos para as taxas de emissão de bilhetes.

António Lima considera que o Subsídio Social de Mobilidade “tem um funcionamento anacrónico, burocrático e é socialmente injusto” e por isso “tem de ser revisto”.

Assim, perante a inação do Governo Regional sobre este assunto, e tendo em conta que quase todos os partidos consideram que subsídio social de mobilidade deve ser alterado, o Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta que estabeleça pontos comuns entre os vários partidos para que seja possível melhorar o atual sistema.

Atualmente, os passageiros residentes têm muitas vezes que adiantar várias centenas de euros na compra do bilhete, passando depois, no regresso da viagem, por um processo burocrático para reaver o valor que pagaram acima dos 134 euros.

O objetivo do Bloco de Esquerda é “chegar a uma proposta que reduza o custo que, por vezes, chega aos milhares de euros em adiantamentos que os Açorianos têm de suportar quando viajam e que acabe com o pesadelo das faturas, talões, bilhetes e outras complicações”.

Além disso, o Bloco anunciou também que vai apresentar uma proposta de alteração ao Orçamento de Estado, que está em discussão na Assembleia da República, para que a República compense a SATA pelos anos em que cumpriu obrigações de serviço público nas rotas não liberalizadas, entre Faial, Pico e Santa Maria e o continente.

Para justificar esta proposta que o Bloco vai apresentar na Assembleia da República, António Lima salienta que a ausência de compensação financeira à SATA pelo cumprimento destas rotas com obrigações de serviço público “foi um desastre”, da responsabilidade do Governo da República, que “causou prejuízos à empresa”.

“É necessário compensar a região e a SATA pelos erros dos governos da república”, concluiu o deputado do Bloco.