“Passar a Palavra” é o título do novo álbum de Susana Travassos, que marca uma viragem na sua música, abordando temas sociais que “têm de ser falados”, como a violência doméstica, disse a intérprete à agência Lusa.
“Houve uma viragem na minha música, comecei a cantar questões que considero necessárias na sociedade, não só sobre a própria história, como cantar sobre o que se passa à nossa volta, e dar voz a problemáticas que precisam ser faladas e discutidas”, disse Susana Travassos à Lusa.
A cantora e compositora citou a canção que abre o CD, “Luz da Madrugada” (Fred Martins e Ana Terra), que “fala sobre as desigualdades sociais, a pobreza, e a liberdade de expressão que está em risco”.
O título do álbum, “Passar a Palavra”, “não é por acaso”, sublinhou.
“Não Doeu” é a canção que aborda um tema mediático e atual, a violência doméstica. Luísa Sobral, autora da música e da letra, tinha prometido há cinco anos fazer uma canção para Susana Travassos, “mas sem especificar qualquer temática”.
Susana Travassos ficou surpreendida, dado a “delicadeza da questão”. “Logo ao início fiquei apreensiva, pois não é um tema fácil de se cantar, de se vestir a pele, mas achei muito pertinente, e a canção, aos poucos, foi-se revelando, e fui encontrando uma maneira de abordar o tema – que é muito complicado -, que não fosse um agressão às pessoas, essa foi a grande preocupação”, contou.
O CD é constituído por dez temas, um deles com letra e música de Susana Travassos, “Meu Pai”, e dois temas cantados em espanhol, “Mi Gitanito”, da compositora e autora espanhola Mili Vizcaíno, atualmente a residir em Lisboa, e o tango “Naranjo en Flor”, dos irmãos Virgílio e Homero Expósito.
“Passar a Palavra” chega ao mercado na sexta-feira e é apresentado no próximo dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, no auditório Carlos do Carmo, em Lagos, no Algarve.














