Certificação da Base das Lajes para uso civil teve “efeitos eminentemente operacionais”, garante Ana Cunha

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A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas assegurou ontem que o processo de certificação para uso civil da Base das Lajes “é uma certificação que foi conseguida após um longo processo negocial” e que “tem efeitos eminentemente operacionais”.

Ana Cunha lembrou que aquela “é uma base militar”, que “não vai deixar de ser” mas “tem um uso civil e esse uso civil é que tem que ser potenciado e aumentado, para trazer cada vez maior operacionalidade e melhores resultados para os Açores e para a Terceira”.

Ouvida na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a titular da pasta dos Transportes salientou que, com esta certificação “houve uma definição muito clara do que é que são as responsabilidades de cada um dos intervenientes, nomeadamente Força Aérea e Aerogare Civil das Lajes”, exemplificando que, “por exemplo, uma autorização que poderia ter de ser feita aos militares, com 72 horas de antecedência, neste momento, a Aerogare Civil tem competência para decidir sozinha”.

Para a Secretária Regional, há, assim, “efeitos operacionais muito significativos e foi isso que se ganhou com o processo de certificação que, aliás, foi prometido por outros Governos e foi conseguido por este”.

Em relação à hipótese já adiantada, por diversas vezes, de maximizar a exploração da Aerogare Civil das Lajes, “no sentido de potenciar uma infraestrutura única, que é única na nossa Região, esse trabalho tem que ser feito em conjunto com a promoção do destino Terceira, com a promoção do Destino Açores e esse é um trabalho que está em curso”, garantiu Ana Cunha.

“Já houve várias abordagens, no sentido de tentar ver qual é o interesse e qual será a possibilidade de, em vez de a Aerogare Civil das Lajes estar integrada no Governo dos Açores, como foi aliás, imposição para a sua utilização civil, haver uma entidade, cujo objeto comercial, objeto principal, seja a exploração de uma infraestrutura aeroportuária, e tenha a capacidade e o interesse de assumir essa gestão. Isso é um trabalho que está em curso por parte da Direção Regional dos Transportes”, adiantou a Secretária Regional, acrescentando que “já houve alguns contatos, nomeadamente com aquele que seria o parceiro natural, que é a ANA/Vinci, no sentido de aferir essa possibilidade”.

Este “é um trabalho que tem estado a ser desenvolvido”, frisou, adiantando que “paralelamente, há também um trabalho grande de desenvolvimento do destino e faz parte dessa promoção do destino, a promoção da infraestrutura” aeroportuária.

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