Certificação dos matadouros em termos de qualidade e segurança alimentar contribui para melhorar a competitividade do setor, afirma João Ponte

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, no Pico, que a certificação pela norma ISO 22.000 dos matadouros dos Açores, relativa à qualidade e segurança alimentar, é mais um contributo para valorizar a carne e melhorar a competitividade do setor.

“Concluído que está um ciclo de grandes investimentos na rede regional de abate, onde o Governo dos Açores investiu nos últimos anos cerca de 15 milhões de euros, a aposta agora passa pela certificação dos matadouros, onde o objetivo é concluir durante este mandato e, se possível, durante este ano a certificação de toda a rede”, salientou João Ponte.

O governante açoriano falava na cerimónia de entrega do certificado da norma ISO 22.000 ao Matadouro do Pico, no segundo dia da visita estatutária do Governo dos Açores a esta ilha.

Para João Ponte, esta decisão importante e estratégica de apostar na certificação dos matadouros pela norma da qualidade e da segurança alimentar permite potenciar a entrada da carne dos Açores em novos mercados e, através disso, aumentar a valorização da produção.

O Secretário Regional destacou que existe um conjunto de desafios para o setor que importa vencer, desde logo, aumentar a expedição de carne em peças, tirar partido das oportunidades que as novas salas de desmancha de São Miguel, Faial, Santa Maria e Graciosa vão colocar ao setor, no sentido de uma maior valorização da carne que se produz nos Açores, mas também trabalhar para enviar carne para fora da Região em formato final de consumo e apostar em novos nichos de mercado, como é o caso da produção em modo biológico.

“Naturalmente que estes desafios também se estendem ao lado da produção, onde a conformação dos animais e a garantia de um regular fornecimento ao mercado são aspetos importantes e estou certo que o setor e a produção irão dar uma resposta cabal e positiva”, considerou João Ponte, acrescentando que também há o desafio do desenvolvimento estratégico para a carne dos Açores, onde “há trabalho que tem de ser feito e aprofundado entre a produção e a comercialização de modo a tornar esta fileira mais forte, geradora de mais riqueza e que, no fundo, ajude a promover o desenvolvimento da Região no setor agrícola”.

No caso particular da ilha do Pico, João Ponte destacou que se tem registado um crescimento “sem paralelo” na produção de carne, sendo que nos últimos quatro anos houve um aumento do número de abates de 33% e, só no último ano, apesar dos abates terem crescido apenas 4%, verificou-se que ao nível da desmancha houve um aumento de 50%.

“A verdade é que, dos bovinos que são produzidos na ilha do Pico, mais de 80% saem da Região em formato carcaça ou já em desmancha e isso, naturalmente, é muito positivo para a economia do Pico e para o setor agrícola”, frisou João Ponte, acrescentando que nos últimos quatro anos houve uma diminuição de 40% no número de animais enviados para o exterior dos Açores em vida, o que é “muito significativo”.

Para o Secretário Regional, o grande desafio é que todos continuem empenhados a trabalhar, em parceria com as organizações de produtores e com os produtores, quer no aperfeiçoamento das medidas, quer no lançamento de novas medidas que permitam fortalecer o setor da carne nos Açores, melhorar a competitividade do setor e que sejam um fator de desenvolvimento da ilha do Pico e dos Açores.

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