Paulo do Nascimento Cabral defende que a nova estratégia europeia de combate à droga tem de trazer o reforço da segurança no Atlântico
O Eurodeputado do PSD, Paulo do Nascimento Cabral interveio no debate em sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre o ‘’Narcotráfico nas águas europeias: proteger as nossas fronteiras e apoiar as nossas forças de segurança”, defendendo que ‘’a futura estratégia europeia de combate às drogas deve responder aos novos desafios do tráfico internacional e reconhecer plenamente o papel estratégico do Atlântico, em particular dos Açores e da Madeira, na proteção das fronteiras externas da União Europeia’’.
Na sua intervenção, dirigida ao Comissário Europeu, Paulo do Nascimento Cabral alertou que ‘’a nova estratégia não pode repetir “dois erros”: esquecer a emergência do combate às drogas sintéticas e ignorar que as suas fronteiras ocidentais começam no coração do Atlântico, com os Açores e com a Madeira”.
O parlamentar social-democrata salientou que ‘’as rotas atlânticas têm sido cada vez mais exploradas por redes internacionais de tráfico de droga, que recorrem a embarcações, drones e até narcossubmarinos para introduzir estupefacientes na Europa’’. Neste contexto, defendeu ‘’o reforço da vigilância marítima, do investimento em tecnologia, da partilha de informação e da cooperação entre as agências europeias responsáveis pela segurança e pelo controlo das fronteiras’’.
Paulo do Nascimento Cabral destacou igualmente a necessidade de reconhecer e reforçar o papel das forças de segurança, sublinhando que “têm feito tanto com tão pouco, pelo que devem dispor dos meios humanos, tecnológicos e operacionais adequados para responder a esta ameaça crescente’’.
O Eurodeputado do PSD reiterou que ‘’os Açores e a Madeira são parte integrante da primeira linha de defesa da União Europeia e que o seu contributo para a segurança europeia deve ser plenamente reconhecido nas políticas da União’’.
Por último, defendeu ‘’a definição de uma nova estratégia para o Atlântico, capaz de responder às atuais tensões geopolíticas, desafios de segurança e defesa, proteção dos cabos submarinos de comunicações, e de integrar o combate ao narcotráfico, a segurança marítima e a proteção das fronteiras externas da União Europeia’’.
“A segurança da União Europeia começa no Atlântico. Reconhecer o papel estratégico dos Açores e da Madeira é reconhecer a realidade geográfica da Europa e garantir que a União dispõe dos instrumentos necessários para proteger eficazmente os seus cidadãos e as suas fronteiras”, concluiu o Eurodeputado.













