Em Dissen, no estado da Baixa Saxónia, 92 trabalhadores de um matadouro testaram positivo. A produção da fábrica foi suspensa e todos os funcionários estão em quarentena, tal como todos aqueles com quem contactaram.
Vários surtos já tinham sido registados, no mesmo setor, em empresas nas regiões da Renânia do Norte-Vestefália, Baviera e Schleswig-Holstein.
O ministro do Trabalho, Hubertus Heil, quer apresentar hoje algumas regras mais rígidas para serem aplicadas nestas fábricas. Outros partidos exigem que subam os preços da carne.
Durante o fim de semana, repetiram-se, em várias cidades do país, manifestações contra as medidas de contenção impostas na Alemanha.
O ministro do Interior de Bade-Vurtemberga, Thomas Strobl, alertou hoje para o facto de vários participantes tentarem “explorar estas iniciativas para propósitos extremistas”.
O governante admitiu que está “quase tudo incluído”, desde extremistas de esquerda, extremistas de direita, a antissemitas e teóricos da conspiração.
Para as 17:00 (16:00 em Lisboa), de acordo com a Agência France-Presse, está prevista uma videoconferência de imprensa conjunta da chanceler alemã, Angela Merkel, e do Presidente francês, Emmanuel Macron.
Os dois governantes anunciaram uma iniciativa conjunta para a União Europeia com a qual pretendem reativar a economia e coordenar as medidas de saúde contra a pandemia de covid-19.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 313.500 mortos e infetou mais de 4,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 1.218 pessoas das 29.036 confirmadas como infetadas, e há 4.636 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2 milhões contra quase 1,9 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 123 mil contra mais de 166 mil).
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

















