Cristas pede “censura forte” ao Governo nas urnas pela dimensão de nomeações familiares

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A presidente do CDS-PP pediu hoje uma “censura forte” ao Governo já nas próximas eleições europeias, considerando que esta será a melhor forma de acabar com “as práticas” de nomeações familiares do executivo socialista e não legislando.

No final de uma visita à Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, Assunção Cristas foi questionada sobre as propostas do Presidente da República nesta matéria, depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter defendido uma pequena alteração ao Código do Procedimento Administrativo, de forma a abranger os gabinetes ministeriais, e que poderia ser feita até às legislativas.
“O CDS está sempre disponível para discutir todos os assuntos, mas temos dito desde a primeira hora que há matérias que, por muito que a lei as tente regular, não as conseguirá resolver. A forma como o PS tem ocupado o Estado e distribuído lugares entre famílias e amigos é uma questão mais grave que só pode ter uma resposta, que é uma penalização forte, uma censura forte nas urnas”, defendeu.
Ainda assim, acrescentou, “obviamente que o CDS está sempre disponível para discutir qualquer assunto”, desafiando o Governo a apresentar uma proposta de lei sobre esta matéria.
“O problema foi criado pelo Governo, o Governo tem instrumentos para o resolver, pode enviar uma proposta de lei ao parlamento”, disse.

Cristas assegurou que se o CDS-PP pudesse avançaria, devido a esta polémica, com uma moção de censura ao Governo – já gastou a que tinha disponível na atual sessão legislativa -, mas deixou um apelo aos portugueses.
“Aquilo que eu peço é que as pessoas que não gostam desta forma de atuar do Governo Socialista, que estão desconfortáveis, que censurem o Governo socialista. Essa é a forma mais eficaz de acabar com estas práticas, é a censura social que se exprime nas urnas”, apelou.A líder democrata-cristã considerou que uma eventual alteração à lei “nunca conseguirá resolver tudo”: “Não há uma lei que substitua valores éticos e o bom senso, pode ajudar a corrigir, a fiscalizar, mas isso só se resolve com uma profunda censura ao Governo”.
“O CDS já não pode avançar com mais uma censura, se pudesse bem que avançaríamos, mas pede de forma muito clara uma censura ao Governo nas urnas já nas eleições europeias”, reforçou.
Questionada sobre o pedido de audição feito pelo CDS-PP do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, ao parlamento para dar explicações sobre a rede SIRESP, Assunção Cristas apontou “mais uma razão censurável ao Governo”.
“Atua com falta de transparência, com opacidade, não presta informações ao parlamento nem aos órgãos de comunicação social, é um Governo que acha que pode fazer tudo. Também aqui queremos o que esconde sobre o SIRESP”, justificou, recordando que a área da Administração Interna já foi tutelada pelo atual primeiro-ministro.
Na reunião com a associação de regantes, Cristas diz ter ouvido preocupações com a seca e com a qualidade de água, uma vez que as alterações climáticas e a subida da água do mar podem, no futuro, tornar impraticável a agricultura nesta zona.
“De todos os investimentos estruturantes para o país estes relacionados com a água estão certamente no topo das nossas prioridades”, assegurou.

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