Culturgest organiza ciclo de conferências e quer falar de saúde “sem medo”

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A Culturgest está a organizar um ciclo de conferências em torno do tema da longevidade e a responsável pelo programa afirmou que a pandemia colocou todos a falar de saúde, mas é preciso enfrentar o medo.

“Estas conferências foram pensadas num outro contexto, mas são significativas para este momento, até porque vários investigadores viram o seu trabalho alterado” e incluíram o estudo da Covid-19, explicou à Lusa a programadora de Debates e Conferências da Culturgest, Liliana Coutinho.

Segundo a programadora, “a população está hoje muito sensibilizada para o tema da saúde”, mas talvez haja necessidade de mudar o tom do discurso e incluir a população mais idosa.

“A população está alerta para estas questões, percebemos que interferem na vida de todos nós, mas é preciso que falemos de saúde sem medo, ao contrário do que hoje acontece, e de forma mais informada”, considerou.

Sobre o papel dos idosos, Liliana Coutinho referiu que o seu envolvimento nesta pandemia está intimamente ligado com o tema da longevidade, que será o foco das conferências promovidas pela Culturgest.

Fazer a ponte entre o conhecimento que está a ser desenvolvido nos laboratórios e quem vai ser implicado nesse conhecimento é um dos propósitos da iniciativa, mas Liliana Coutinho destacou que é “fundamental” a participação social das pessoas idosas e o reconhecimento da sua legitimidade para participar.

Liliana Coutinho referiu que “a ciência começa a abrir portas a uma vida mais longa e é importante este interface entre especialistas e a população, para que possamos atravessar esta fase de forma mais consciente”.

“A longevidade é muitas vezes vista pela negativa, como um peso difícil de gerir, mas pretendemos dar-lhe uma perspetiva diferente, valiosa e legítima”, sustentou.

Numa parceria científica com o Instituto Superior Técnico e a Nova Medical School, a Culturgest promove nos próximos dias 20 de maio, 03 e 23 de junho uma reflexão e debate sobre o tema “Longevidade: Precisão, Implicações Sociais, Regeneração”, avaliando o impacto da inteligência artificial e das tecnologias baseadas no conhecimento genético na gestão da doença, e a avaliação de como podem contribuir para um envelhecimento tardio com melhor qualidade de vida.

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